Ofertas por 30% da Copasa ficam abaixo do mínimo e travam processo de venda

Ofertas desapontam governo de Minas; mercado reage com queda forte das ações

Uma disputa que prometia acelerar a venda de uma fatia relevante da Copasa freou neste meio de semana. As propostas recebidas para 30% do controle não alcançaram o preço de reserva definido pelo Estado de Minas, segundo pessoas envolvidas no processo.

Dois grupos apresentaram lances: a Equatorial e um consórcio liderado pela Aegea, com participação de Itaúsa, do fundo soberano de Singapura (GIC) e da Equipav. Ambos, porém, ficaram aquém do patamar exigido pelo controlador.

O que aconteceu e por que importa

A companhia confirmou que mudanças imprevistas no ambiente da operação podem alterar condições e prazos originalmente anunciados. Em outras palavras: o cronograma de venda foi afetado e detalhes seguirão sob avaliação.

Entre os impactos imediatos esteve a pressão sobre o preço das ações. Os papéis da Copasa chegaram a recuar 7,3% no dia, apresentando o pior desempenho do Ibovespa na sessão — uma leitura clara da frustração do mercado com a oferta frustrada.

Procuradas, a Aegea não se manifestou e a Equatorial não respondeu de imediato. A estatal, por sua vez, disse que as medidas adotadas seguem orientação do acionista controlador, o Estado de Minas Gerais.

Imagem: Divulgação

Consequências e próximos passos

O revés deixa em aberto a data e a forma de continuidade do processo. O Estado terá agora de decidir se revisa o preço mínimo, relança o leilão ou opta por outro caminho para destravar a operação.





Para investidores, a leitura é dupla: há sinal de apetite — dado o interesse de grandes grupos — mas também de cautela quanto ao valor atribuído à companhia. A dinâmica das próximas semanas, incluindo eventuais novos movimentos dos consórcios e posicionamento oficial do governo, será determinante para recompor expectativas.

Enquanto isso, o mercado seguirá atento a comunicações formais da Copasa e a qualquer alteração no cronograma que possa reacender a disputa ou levar a empresa direto a uma oferta pública secundária.