O Banco Central avança na transformação do PIX e prepara uma nova fase que amplia o papel do sistema de pagamentos instantâneos na economia brasileira. Lançado em 2020, o PIX deixou de ser restrito a transferências e passa a integrar iniciativas envolvendo crédito, arrecadação e operações transfronteiriças.
De acordo com o plano em desenvolvimento, o calendário para este ano inclui a padronização da cobrança híbrida, que permitirá a coexistência de QR Codes com o modelo de boleto, facilitando pagamentos integrados entre os dois formatos. Ainda na mesma frente, há projetos para viabilizar o pagamento de duplicatas via PIX, o que deve simplificar a antecipação de recebíveis e reduzir custos operacionais para empresas e instituições financeiras.
Outra mudança prevista é a adoção do chamado “split tributário”, mecanismo que possibilitará o recolhimento automático de impostos no momento da transação, em sintonia com a nova lógica da reforma tributária sobre o consumo. A medida busca incorporar o cumprimento de obrigações fiscais diretamente no fluxo de pagamento.
Pix internacional e garantias
No médio prazo, o Banco Central estuda a implementação do PIX internacional, com a finalidade de conectar sistemas de pagamentos entre países e permitir transferências em tempo real além das fronteiras. Paralelamente, há avaliação sobre o uso do PIX como garantia de crédito, autorizando que trabalhadores e empresas utilizem recebíveis futuros como lastro para operações de financiamento, o que pode ampliar o acesso ao crédito.
A agenda também contempla funcionalidades como pagamentos offline por aproximação e a padronização do PIX parcelado, que pretende oferecer alternativas de compra a prazo para consumidores sem cartão de crédito.
Imagem: Agência Brasil
Movimentação em números
Os dados destacados pelo BC ilustram a escala do sistema: em 2025 o PIX movimentou R$ 35,36 trilhões, consolidando-se como o principal meio de transações no país e contribuindo para a inclusão financeira de milhões de brasileiros.
As mudanças estão em várias fases de estudos e implementação pelo Banco Central, que segue expandindo as capacidades do PIX conforme o desenvolvimento da infraestrutura e das normas aplicáveis.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6