O reconhecimento de bancos e carteiras digitais entre a população brasileira quase dobrou em três anos, segundo prévia da nona edição do estudo Raio X do Investidor Brasileiro, realizada pela Anbima em parceria com o Datafolha. Em novembro do ano passado, 45,6% dos entrevistados afirmaram conhecer ao menos um banco ou carteira digital, contra 23,9% registrados em 2022.

O levantamento consultou 5.832 pessoas e também aponta que a lembrança sobre bancos tradicionais aumentou de 78% em 2022 para 91,5% em 2025. Outros segmentos citados foram cooperativas de crédito, lembradas por 11,20% dos respondentes; corretoras, por 3,30%; e exchanges de criptomoedas, por 0,48%.

De acordo com a pesquisa, nove em cada dez brasileiros possuem conta ativa em pelo menos uma instituição financeira. A participação por tipo de instituição mostra liderança dos bancos tradicionais, com 73,67% dos entrevistados tendo conta nesse modelo, enquanto 38,87% declararam ter conta em bancos digitais. O estudo observa que um mesmo indivíduo pode ter contas em mais de um tipo de instituição, razão pela qual os percentuais podem somar mais de 100%.

Perfil jovem

O recorte por faixa etária evidencia maior penetração dos bancos digitais entre os mais jovens. Entre a Geração Z (16 a 29 anos, em 2025), 66% têm conta em instituições digitais, enquanto 67% mantêm conta em bancos tradicionais. Na faixa dos millennials (30 a 44 anos), a presença em digitais recua para 48%, com 77% possuindo conta em bancos tradicionais.

Em faixas etárias mais elevadas, o uso de bancos digitais é bem menor: na Geração X (45 a 64 anos), 24% declaram contas em digitais, ante 76% em bancos tradicionais. Entre os chamados Boomers+ (acima de 65 anos), 7% têm conta em bancos digitais e 75% em instituições tradicionais.

Imagem: Divulgação

Segundo Marcelo Billi, superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação da Anbima, os dados indicam avanço da inclusão financeira, mas mostram que a adoção do digital não é homogênea. Ele destaca que os mais jovens tendem a usar simultaneamente canais digitais e tradicionais, enquanto gerações mais velhas continuam preferindo o atendimento convencional, o que sugere que o digital complementa, em vez de substituir, o relacionamento bancário para parcela relevante da população.

O estudo é apresentado como prévia da nona edição do Raio X do Investidor Brasileiro, elaborado pela Anbima em parceria com o Datafolha, com amostra de 5.832 entrevistados.

Com informações de Infomoney