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A Dasa decidiu reforçar sua atuação em saúde da mulher como parte de uma reorganização estratégica do portfólio, buscando ampliar participação em um segmento que vem crescendo acima da média do mercado. O grupo, que reúne marcas como Alta, Delboni, Salomão Zoppi, CDPI e Lavoisier e realiza mais de 450 milhões de exames por ano, estabeleceu a frente feminina entre cinco prioridades corporativas.
Segundo Leonardo Vedolin, vice-presidente médico e de produção da Dasa, o interesse pelo segmento decorre não apenas do maior cuidado preventivo observado entre mulheres, mas também do papel delas na mobilização de familiares para realização de exames. Ele afirma que a tendência à medicina diagnóstica personalizada tem levado o grupo a desenvolver produtos e serviços direcionados a públicos e quadros clínicos específicos.
Relatórios citados pela empresa indicam que o mercado de saúde da mulher pode registrar um crescimento composto anual de 16% até 2034, impulsionado por personalização, uso de dados e integração entre prevenção, diagnóstico e acompanhamento.
No pós‑pandemia, o uso ampliado de dados e análise avançada fortaleceu a capacidade de planejar jornadas integradas de atendimento, com unidades e espaços dedicados ao público feminino. Um exemplo é a marca CDPI Mulher, no Rio de Janeiro; em São Paulo, a Dasa tem buscado reproduzir esse modelo com as marcas Delboni, Salomão Zoppi, Alta e Lavoisier.
O grupo tem focado em engajar a paciente ao longo da jornada para reduzir o tempo entre diagnóstico e início do tratamento. Vedolin relatou que, em casos de câncer de mama, o intervalo entre a detecção e o começo da conduta caiu de 17 para 7 dias com o emprego de modelos de inteligência artificial no processo de diagnóstico. Esse aperfeiçoamento também tem refletido em aumento do NPS, segundo a empresa.
O uso de dados permite ainda identificar comportamentos que indicam risco de abandono da jornada, como cancelamento de exames agendados ou demora na retirada de resultados, e agir preventivamente para mitigar essas ocorrências.
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A atenção à saúde feminina abrange áreas como medicina reprodutiva e novos exames em genômica voltados a fertilidade e avaliação do embrião. A Dasa, via seu laboratório Genera, oferece painéis genéticos com foco em prevenção e estratificação de risco para câncer de mama e ovário, endometriose e miomas.
Movimentos de fusões e aquisições mostram concorrentes também reforçando a aposta no segmento. Em novembro do ano passado, o Fleury adquiriu o Laboratório Femme — rede dedicada à saúde da mulher com 12 unidades na Grande São Paulo — por R$ 207,5 milhões; à época, o grupo afirmou que quase dois terços dos exames que realiza são demandados por mulheres.
A estratégia da Dasa combina investimentos em espaços dedicados, tecnologias de análise de dados e oferta de exames genômicos para ampliar o atendimento integrado à saúde feminina, com foco em prevenção e agilidade no tratamento.
Com informações de Investnews

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6