A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) afirmou nesta sexta-feira que o aquecimento da demanda por carne bovina em mercados como Estados Unidos, União Europeia e países do Oriente Médio ajuda o Brasil a mitigar os efeitos das restrições aplicadas pela China às importações.
Em nota, a entidade destacou que o ritmo forte das vendas no começo do ano indica que as medidas de salvaguarda impostas pelo maior importador global terão impacto reduzido para o país em 2026. A China estabeleceu uma cota de 1,1 milhão de toneladas livre da tarifa mais alta de 55%.
A Abrafrigo apontou avanço nos embarques brasileiros para os Estados Unidos, União Europeia, Chile e Rússia. Segundo a associação, os exportadores do setor têm conseguido redirecionar cargas e utilizar rotas alternativas que evitam o Estreito de Ormuz para atender clientes no Oriente Médio, minimizando efeitos do conflito na região sobre a logística.
O órgão reportou que os Estados Unidos, segundo maior mercado para a carne bovina brasileira, deverão precisar importar 2,5 milhões de toneladas em 2026, segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), em razão de um ciclo de diminuição do rebanho interno que reduz a oferta doméstica.
Além dos EUA e da UE, a Abrafrigo citou crescimento expressivo das importações brasileiras no primeiro bimestre por países como Chile, Rússia, Egito, Emirados Árabes, México e Arábia Saudita. Há ainda perspectivas de consolidação e de abertura de mercados como Vietnã, Indonésia, Japão e Coreia do Sul, que devem contribuir para manter a demanda externa pela carne bovina do Brasil.
No primeiro bimestre, as vendas de carnes in natura e industrializadas — incluindo miúdos e outros subprodutos bovinos — aumentaram 39% em receita, para US$ 2,865 bilhões, enquanto o volume embarcado cresceu 22%, para 557,24 mil toneladas, segundo dados da Abrafrigo.
Imagem: Gado 8/07/2022 REUTERS/Pascal Rossignol
Especificamente para os Estados Unidos, as vendas de carne bovina in natura subiram 97,3% em receita, para US$ 379 milhões, e o volume embarcado avançou 60%, para 63,08 mil toneladas. Já as vendas de carne bovina in natura para a União Europeia cresceram 24,6% em receita, para US$ 121,4 milhões, e 18,8% em volume, para 14,17 mil toneladas.
A Abrafrigo avaliou que, mesmo se o Brasil atingir o limite da cota chinesa de 1,1 milhão de toneladas, o aumento da procura em outros mercados e as restrições do lado da oferta devem manter firme a demanda por animais para abastecer as exportações de carne bovina ao longo do ano.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6