Desde o início da guerra, há 15 dias, o preço do diesel no mercado internacional subiu 50%, índice superior à alta de 42% do petróleo. A elevação global tem impacto direto no abastecimento brasileiro, uma vez que o país importa cerca de 25% do diesel que consome.
Embora o Brasil seja um exportador significativo de petróleo, a capacidade de refino nacional não consegue suprir totalmente a demanda interna por diesel. Como consequência, importadores passaram a trazer o produto a preços muito superiores aos praticados no mercado interno, pressionando os custos nas bombas.
Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel nos postos avançou 12% na última semana. Monitoramento do sistema TruckPag, compilado pelo jornal Valor, indica que o valor cobrado nas estradas subiu 18,75% desde 27 de fevereiro, data anterior à eclosão do conflito.
Em resposta ao movimento de preços, a Petrobras anunciou, na sexta-feira (13), o primeiro reajuste do diesel nas refinarias após 312 dias. O aumento foi de R$ 0,38 por litro, ou 11,6%, elevando o preço de R$ 3,27 para R$ 3,65 a partir de sábado (14). Ainda assim, a estatal não atingiu a paridade com os valores internacionais: a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) calcula que o litro teria de chegar a R$ 5,61 para igualar o custo externo.
A diferença entre o preço doméstico e o internacional explica parte da tensão no mercado. A Petrobras detém 84% do parque de refino do país e, diante do aumento das cotações externas, chegou a recusar pedidos extras de diesel. A elevação no preço interno é também uma medida para tentar reduzir a demanda e evitar problemas de abastecimento.
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Para tentar amenizar os efeitos sobre a economia, o governo federal zerou tributos federais sobre o diesel na quinta-feira (12) e anunciou uma subvenção direcionada a produtores e importadores, com o objetivo de conter a alta dos preços domésticos. O temor é que aumentos no diesel repassem para o frete, elevando custos em diversos setores e pressionando a inflação.
No mercado internacional, o barril fechou acima de US$ 100 no dia 13, pelo segundo dia seguido, cenário relacionado ao fechamento do Estreito de Ormuz, que retira cerca de 20 milhões de barris por dia — aproximadamente um quinto do suprimento global. Em contraste, o impacto sobre a gasolina no Brasil é menor: o país importa entre 6% e 7% do combustível e a ampla presença de veículos flex reduz a demanda por gasolina. Já no caso do diesel, a dependência de importações torna os efeitos das cotações externas mais imediatos.
Com informações de Investnews

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6