O preço do petróleo registrou uma valorização expressiva em reação à escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã, com aumentos percentuais de dois dígitos nas principais referências internacionais logo na abertura dos mercados.

O contrato Brent subiu mais de 13%, alcançando US$ 80,58 por barril, enquanto o WTI avançou cerca de 9%, cotado a US$ 73,09. Esses movimentos representam uma das maiores oscilações diárias observadas nas últimas semanas.

O avanço ocorre em um momento em que o petróleo já apresentava tendência de alta desde o início de 2026, e a nova deterioração do cenário geopolítico elevou abruptamente o prêmio de risco embutido nos preços.

Com o Brent acima de US$ 80 por barril, os níveis refletem aceleração em relação às cotações observadas semanas antes, quando os contratos se aproximavam de US$ 70.

Analistas de mercado estimam que se o conflito se intensificar, o Brent poderá chegar à faixa de US$ 90, o que representaria cerca de 12% de alta sobre os níveis atuais. Em um cenário mais extremo, a cotação poderia se aproximar de US$ 100, o que equivaleria a um avanço superior a 20% em relação às cotações anteriores à escalada.

Oferta

O principal motor da forte alta foi o receio de interrupções no trânsito de petróleo pelo Estreito de Hormuz, rota por onde circula aproximadamente 20% do petróleo comercializado por via marítima no mundo. Qualquer restrição ao fluxo na região tende a provocar rápida reação nos contratos futuros.

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Como resposta à dinâmica de oferta, a Opep+ anunciou um aumento de produção de 206 mil barris por dia, volume que corresponde a menos de 0,2% da oferta diária global — percentual considerado insuficiente para compensar uma eventual perda significativa de fornecimento no Golfo.

Enquanto os preços do petróleo subiam mais de 10% no dia, índices acionários internacionais registraram quedas próximas de 1%, apontando deslocamento de recursos para ativos ligados à energia e busca por proteção diante do risco geopolítico.

A amplitude das variações percentuais reforça a sensibilidade do mercado de commodities a eventos políticos na região, trazendo novamente atenção a potenciais impactos sobre inflação, custos logísticos e estabilidade financeira global.

Com informações de Portalin