Antes de preencher a declaração do Imposto de Renda, investidores devem reunir todos os comprovantes e informações em uma “pasta do IR”. O InfoMoney listou os documentos necessários conforme o tipo de aplicação financeira, indicando quais registros são essenciais para a prestação de contas de 2025.
Investimentos no exterior
Para ativos mantidos fora do país, é preciso ter extratos anuais de corretoras e bancos estrangeiros contendo a posição de todos os ativos em 31/12/2025, histórico completo de compras e vendas realizadas em 2025 e a lista de dividendos, juros, cupons e outros rendimentos. Também devem constar informações sobre ganhos de capital (vendas com lucro), eventuais perdas para compensação futura e comprovantes de imposto pago no exterior. As conversões para reais devem usar a PTAX de venda na data de cada evento.
Ações em bolsa
Investidores em ações devem manter informes de rendimentos emitidos por todas as corretoras indicando dividendos e JCP e a posição de ações em 31/12/2025. São necessários extratos de posição por corretora, todas as notas de corretagem de 2025 e extratos mensais da conta na corretora. Deve haver registro de cada compra e venda (data, ativo, quantidade, preço e corretagem), cálculo do custo médio de cada ativo, apuração de lucros e prejuízos mensais e DARFs pagas (número, data e valor).
Day trade
Operações de day trade exigem notas de corretagem que identifiquem essas operações e planilha discriminando day trade e operações comuns, resultado líquido por dia e por mês, IRRF retido em cada mês e DARFs de day trade pagas em 2025. É necessário também o registro de prejuízos em day trade para permitir compensação futura. Mesmo investidores que tiveram apenas perdas devem declarar a atividade para evitar malha fina e preservar o direito de compensação.
Dividendos
Reunir informes de rendimentos de corretoras, bancos e empresas pagadoras de dividendos. É recomendável cruzar esses informes com extratos de conta para garantir que todos os proventos recebidos em 2025 estejam contemplados.
ETFs
Para ETFs, é preciso informes de rendimentos das corretoras com a posição em 31/12, informes sobre eventuais rendimentos distribuídos, notas de corretagem de todas as compras e vendas e controle de lucros e prejuízos mês a mês separado dos demais ativos.
BDRs
Investidores em BDRs devem guardar informes de rendimentos com posição em 31/12, informes de dividendos recebidos via BDR e notas de corretagem de compras e vendas. Caso haja retenção de imposto no exterior sobre proventos, manter os comprovantes.
Imagem: Divulgação
FIIs
Nos fundos imobiliários, os informes de rendimentos devem trazer todos os “aluguéis” recebidos em 2025, a posição em cotas em 31/12 e notas de corretagem de compras e vendas. É necessário registrar lucros e prejuízos nas vendas de cotas por mês e DARFs pagas sobre lucros, já que FIIs têm regras diferentes da isenção aplicável a vendas de ações até determinado limite.
Criptomoedas
Para criptoativos, juntar extratos anuais de exchanges nacionais com a posição em 31/12, histórico de compras e vendas e registros de rendimentos (staking, juros, cashback etc.). Devem constar data, moeda, quantidade e valor em reais na compra e na venda, apuração de ganho de capital por operação e verificação de meses cujo volume ultrapasse limites de isenção. A organização é particularmente importante porque o Fisco nem sempre recebe automaticamente informações de plataformas estrangeiras.
Organizar previamente esses documentos facilita a elaboração da declaração e ajuda a comprovar valores e apurações exigidos pela Receita.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6