Um eclipse lunar total, popularmente chamado de “Lua de Sangue” ou equivocadamente de “apagão”, poderá ser visto em grande parte do Brasil na madrugada de 3 de março de 2026. O fenômeno terá início penumbral às 3h44 (horário de Brasília, UTC-3) e a fase de totalidade permanecerá avermelhada por cerca de 58 minutos.

O que vai acontecer e por que a Lua ficará vermelha

Ocorre um eclipse lunar total quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural. Durante essa passagem, a luz solar atravessa a atmosfera terrestre e é filtrada, fazendo com que apenas tons avermelhados atinjam a Lua, segundo a NASA. O evento é previsível e seguro para observação sem a necessidade de filtros especiais, diferentemente do que ocorre em eclipses solares.

Quando e como acompanhar

As principais etapas do eclipse em horário de Brasília são:

3h44 – Início penumbral
4h50 – Início parcial
6h04 – Início da totalidade
7h03 – Fim da totalidade
8h17 – Fim parcial
9h23 – Encerramento completo

A totalidade, momento em que a Lua ficará totalmente avermelhada, começa às 6h04 e termina às 7h03, totalizando aproximadamente 58 minutos.

Visibilidade pelo país e recomendações

O eclipse será visível em todo o Brasil e também em grande parte das Américas, na Ásia Oriental e na Oceania. Regiões do Norte e do Centro-Oeste têm vantagem por apresentarem céu mais escuro durante a totalidade, o que amplia o tempo de observação. No Sul e no Sudeste, a proximidade com o amanhecer pode reduzir a janela ideal de visualização, mas, com céu limpo, a coloração avermelhada ainda será perceptível.

Eclipse lunar total deixará Lua avermelhada por 58 minutos na madrugada de 3 de março de 2026

Imagem: Divulgação

Para observar com mais qualidade, escolha um local com horizonte oeste livre de obstáculos e afaste-se de luzes artificiais. Binóculos simples podem melhorar a observação, mas não são obrigatórios para perceber o fenômeno a olho nu.

O apelido “apagão geral” que circula nas redes não tem relação com quedas de energia ou riscos tecnológicos; trata-se exclusivamente de um evento astronômico natural.

Com informações de Olhardigital