A Embraer projeta que a aviação comercial exigirá 8,5 mil novas aeronaves com capacidade de até 150 assentos ao longo das próximas duas décadas, movimentando cerca de US$ 650 bilhões. A previsão consta do Market Outlook 2026, relatório da fabricante brasileira que analisa as tendências do setor até 2045.
De acordo com o documento, mais da metade das entregas previstas servirá à renovação de frotas: 53% das aeronaves serão substituições de modelos antigos, enquanto 47% destinam-se a expansão de operações e à entrada em novos mercados pelas companhias aéreas.
O estudo leva em conta mudanças na circulação de passageiros e cargas, variações nos investimentos e a expansão de centros industriais e cadeias produtivas regionais, fatores que, segundo a Embraer, devem aumentar a necessidade de ligações frequentes entre cidades de porte médio e polos econômicos em ascensão.
Para Arjan Meijer, presidente e CEO da Aviação Comercial da Embraer, o fortalecimento de polos produtivos gera demanda por rotas mais eficientes e com maior frequência. O executivo aponta, também, que o crescimento do turismo em mercados menores favorece aeronaves com menos de 150 assentos.
Tráfego deve crescer 3,7% ao ano
O Market Outlook 2026 estima que o tráfego de passageiros, medido pela receita por passageiro-quilômetro transportado, aumentará em média 3,7% ao ano até 2045. Entre as sete regiões avaliadas, a China deve apresentar o ritmo mais acelerado de crescimento no período.
Apesar da expansão chinesa, a América do Norte continuará como a principal demandante de novas aeronaves, com 2.670 unidades, o que representa 31% das entregas previstas globalmente. Em seguida aparecem Europa e Comunidade dos Estados Independentes, com 1.870 jatos (ou 22% do total).
A projeção indica ainda que a China deverá absorver 1.470 aeronaves (equivalente a 17% da demanda mundial) e que a região Ásia-Pacífico receberá 1.050 unidades (13%).
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Para a América Latina, a Embraer projeta a entrega de 740 jatos, o que corresponde a 9% do mercado global estimado. A África e o Oriente Médio devem requerer, respectivamente, 370 e 330 aeronaves, participações próximas a 4% cada.
Aeronaves menores ganham espaço
Segundo a fabricante, jatos de corredor único e de porte reduzido terão papel cada vez mais relevante nas frotas, por permitir ajuste de capacidade à demanda, aumentar a frequência de voos e viabilizar operações em destinos com menor fluxo. A diversificação das frotas também é apontada como meio de elevar a flexibilidade das malhas aéreas e a eficiência operacional, especialmente em trajetos curtos.
A Embraer destaca ainda que aeronaves de nova geração com menor capacidade colaboram para a redução do consumo de combustível e das emissões na aviação comercial.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6