EUA anunciam US$ 365 milhões para proteção antidrones durante a Copa do Mundo 2026

Investimento focado em detecção e interceptação terá testes em arenas como MetLife e AT&T; parte dos recursos será repassada por meio da FEMA

Faltando semanas para o pontapé inicial da Copa do Mundo 2026, a administração americana anunciou um pacote de segurança aérea destinado a neutralizar ameaças por drones durante o torneio. O aporte chega a US$ 365 milhões — cerca de R$ 1,8 bilhão — e cobre tecnologias que vão da identificação à captura de aeronaves não tripuladas.

O que será usado nos estádios

Os equipamentos a serem empregados combinam radares, sensores eletro-ópticos e softwares de rastreamento para localizar pequenos veículos aéreos. Em alguns casos, sistemas poderão interromper a ligação entre drone e piloto. Em outros, aeronaves especializadas lançarão redes para retirar aparelhos do céu sem risco para o público.

Fornecedores privados já alinhados ao projeto incluem empresas que desenvolveram soluções comerciais de defesa aérea. Testes práticos estão previstos em palcos de grande porte, como o MetLife Stadium e o AT&T Stadium, onde a concentração de torcedores exige níveis adicionais de proteção.

Distribuição dos recursos e impacto após o torneio

Do total anunciado, US$ 250 milhões serão repassados pela FEMA aos estados que sediarão partidas, enquanto US$ 115 milhões vão financiar a instalação e operação das tecnologias diretamente nos locais dos jogos. O objetivo é criar uma camada extra de segurança nas 104 partidas do Mundial, que será disputado entre Estados Unidos, Canadá e México.

Autoridades do Departamento de Segurança Interna apontam que o uso crescente de drones em conflitos e incidentes levou a prioridade para essas defesas. Além de proteger o evento em si, os sistemas implementados servirão como protótipo para futuras operações em grandes eventos, incluindo os Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028.

Entenda como estados unidos investem r$ 1,8 bilhão em segurança antidrones para a copa do mundo de 2026

Imagem: Reprodução/Instagram

Legado e próximos passos

Mais do que reagir a um risco imediato, a iniciativa busca deixar uma infraestrutura testada e pronta para reaplicações civis e governamentais. Se os testes em 2026 forem eficazes, a abordagem pode virar padrão para arenas, aeroportos e pontos sensíveis nos próximos anos.

O torneio funcionará, assim, como um laboratório em grande escala — com tecnologias entrando em campo, operadores treinando em condições reais e autoridades avaliando protocolos que podem se espalhar além do calendário esportivo.