Revisão da previsão do IPCA em função do aumento do petróleo

O Ministério da Fazenda atualizou a projeção para a inflação medida pelo IPCA em 2026, passando de 3,6% — estimativa divulgada em fevereiro — para 3,7%. A alteração consta em documento publicado na sexta-feira, 13, pela Secretaria de Política Econômica (SPE) e é atribuída, sobretudo, à elevação das cotações do petróleo em razão do conflito no Oriente Médio.

A expectativa do mercado, segundo o boletim Focus mais recente, aponta para alta de 3,91% em 2026, acima da previsão oficial da Fazenda.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), o governo manteve a projeção de crescimento de 2,3% em 2026. A secretaria também estima que o primeiro trimestre do ano terá expansão aproximada de 1% em relação ao trimestre anterior.

Na estimativa para o preço médio do petróleo em 2026, a Fazenda elevou o valor projetado de US$ 65,97 para US$ 73,09 por barril, o que representa um incremento de cerca de 10,8%.

Em documento da SPE, o governo ressalta que, apesar do choque nos preços do petróleo, as perspectivas para 2026 continuam positivas. A secretaria afirma que, nas simulações realizadas, a alta do petróleo tende a favorecer a atividade econômica, a balança comercial e a arrecadação, e só resulta em inflação mais expressiva no caso de um choque de caráter disruptivo.

A avaliação do órgão indica ainda que, consolidadas essas projeções, a média da inflação ao longo do atual mandato deverá ficar abaixo das médias verificadas em mandatos anteriores, resultado que ocorreria conjuntamente com a retomada do crescimento e o fortalecimento da disciplina fiscal.

Imagem: Divulgação

O governo também tem divulgado medidas relacionadas ao combustível, como a previsão de redução de R$ 0,64 por litro do diesel nas refinarias.

A divulgação das novas projeções da SPE ocorre em meio a incertezas internacionais que afetam os preços de commodities e terão impacto nas contas públicas e nas expectativas inflacionárias para o ano de 2026.

Com informações de Borainvestir.b3