Serra do Corvo Branco revela formações geológicas e corte monumental na rocha

Uma das estradas consideradas mais perigosas do Brasil atravessa paredões rochosos na Serra do Corvo Branco, ligando Urubici a Grão-Pará, em Santa Catarina. O trecho expõe formações geológicas avaliadas em cerca de 160 milhões de anos e compõe um dos cenários mais impressionantes da região da Serra Geral catarinense.

O trajeto é caracterizado por curvas acentuadas e mirantes naturais, que destacam a verticalidade dos paredões e a presença de camadas rochosas muito antigas. No ponto mais notório do percurso há um corte monumental na rocha que funciona como passagem: trata-se de uma fenda com aproximadamente 90 metros de extensão, aberta manualmente por trabalhadores que usaram picaretas e o auxílio de um único trator.

Além do aspecto cênico, o corte na rocha possibilita a observação direta de estratos geológicos e, segundo relatos sobre o local, alcança formações associadas ao Aquífero Guarani. A combinação de desníveis, curvas perigosas e áreas de observação natural contribuíram para que o trecho da Serra do Corvo Branco seja apontado tanto como atração turística quanto como ponto de risco viário.

O acesso pela estrada entre Urubici e Grão-Pará permite a visualização de paredões gigantescos, onde as camadas sedimentares permanecem visíveis em seu contexto original, ilustrando parte da história geológica da Serra Geral. A intervenção humana para abrir a passagem pela rocha, com ferramentas manuais e um trator, está entre os detalhes destacados na descrição do local.

Imagem: Divulgação

O conjunto formado por aspectos geológicos, topográficos e pela engenharia artesanal no corte da rocha faz da Serra do Corvo Branco um dos trechos mais notáveis da região, reunindo risco e imponência paisagística em uma estrada histórica de Santa Catarina.





Com informações de Clickpetroleoegas