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O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã há mais de 30 anos, foi morto em um ataque aéreo em Teerã, lançado por Estados Unidos e Israel, informou a mídia iraniana. Khamenei tinha 86 anos e, segundo reportagens locais, foi atingido em seu escritório. As autoridades anunciaram a morte na madrugada de domingo, 1, no horário local, e declararam 40 dias de luto nacional.
Fontes oficiais dos EUA e de Israel responsabilizaram-se pelos ataques que, segundo relatos, ocorreram no sábado, 28. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nas redes sociais que o ataque representa “justiça” para americanos e cidadãos de outros países que, em sua avaliação, teriam sido vítimas de ações atribuídas a Khamenei e a seus aliados.
A morte do líder iraniano reacende preocupações sobre riscos à oferta global de petróleo e à estabilidade dos mercados. O Irã produz cerca de 3,3 milhões de barris por dia, o que equivale a aproximadamente 3% da produção mundial, e é o quarto maior produtor entre os membros da OPEP. A posição geográfica do país é também estratégica: o Irã margeia o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo bruto mundial, incluindo cargas de exportadores como Arábia Saudita e Iraque.
O falecimento encerra um capítulo central na história recente do Irã e deixa incertezas sobre sucessão e desdobramentos políticos internos. Membro sênior do clero, Khamenei emergiu do movimento religioso e anti-imperialista que consolidou a revolução de 1979. Com a característica aparência clerical — barba branca, roupas religiosas e turbante preto —, ele consolidou-se como figura autoritária e permaneceu no país durante todo o seu mandato.
Ao longo dos anos, Khamenei usou sua autoridade para reprimir protestos e controlar instituições do Estado, sustentando a ordem do sistema islâmico. Em resposta a um levante em 2022, desencadeado pela morte de uma jovem sob custódia da chamada polícia da moralidade, o governo reprimiu os atos com operações de segurança e execuções judiciais. Em outro movimento de repressão, protestos iniciados em 28 de dezembro de 2025 resultaram em uma reação ainda mais violenta; grupos de direitos humanos, ao verificar os números, contabilizaram até agora mais de 7.000 mortos, em meio a um bloqueio total da internet imposto pelas autoridades durante o período mais sangrento do levante.
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No campo externo, Khamenei orientou a política iraniana contra os Estados Unidos e Israel, e promoveu a expansão da influência do Irã por meio do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Sob sua liderança, a guarda cresceu em capacidades militares e econômicas, chegando a controlar participações empresariais que, segundo estimativas citadas, chegam a até 40% da economia, e a articular redes de aliados estatais e milícias em países como Iraque, Síria, Líbano, Iêmen e na Faixa de Gaza. Essa projeção de poder foi utilizada tanto para desestabilizar adversários quanto para criar um arcabouço de dissuasão contra Israel e parceiros dos EUA na região.
As autoridades iranianas ainda não detalharam o processo de sucessão nem medidas concretas a serem tomadas após a morte do líder. A confirmação oficial da morte e a declaração do período de luto marcam o início de uma nova fase de incerteza política e geopolítica para o país e para as dinâmicas regionais.
Com informações de Investnews

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6