A perda da exclusividade da semaglutida — princípio ativo do medicamento Ozempic — abre a possibilidade de maior concorrência no mercado farmacêutico brasileiro e deve movimentar um segmento bilionário. A exclusividade da Novo Nordisk terminou nesta sexta-feira (20), permitindo a entrada de outras fabricantes no país.
Fontes do setor esperam que mais de uma dezena de empresas disputem o mercado, incluindo laboratórios nacionais que já protocolaram pedidos de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Com o aumento da oferta, projeções indicam reduções de preço que variam entre 15% e 60% em comparação com os medicamentos de referência, dependendo do marco regulatório aplicado e das condições de competição.
Segundo a legislação brasileira, medicamentos genéricos devem ter desconto mínimo de 35% em relação ao produto original, mas estudos práticos apontam que, em média, a queda pode chegar a cerca de 59% na comparação com o medicamento de referência.
Apesar das estimativas otimistas, a redução de preços não será imediata. A entrada de novos produtos depende da aprovação da Anvisa, que avalia requisitos de qualidade, segurança e eficácia. Além disso, os preços finais dos novos medicamentos precisam ser analisados e homologados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
Outra particularidade que tende a influenciar a velocidade e a magnitude das reduções é a natureza do fármaco. Por ser um medicamento biológico, a semaglutida deve ter versões classificadas como biossimilares e não genéricos tradicionais, o que pode limitar quedas mais acentuadas no curto prazo.
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O impacto esperado, contudo, é relevante para o mercado brasileiro. Em 2023, as vendas do Ozempic ultrapassaram R$ 3,1 bilhões no país, consolidando o produto como um dos itens de maior movimento no setor, impulsionado pelo uso no tratamento de diabetes e de obesidade.
A quebra da patente tende a ampliar o acesso ao tratamento e a intensificar a disputa entre farmacêuticas, redesenhando a dinâmica competitiva de um dos segmentos mais ativos da indústria de saúde no Brasil.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6