O Exército dos Estados Unidos informou que empregou, pela primeira vez em combate, drones de ataque de baixo custo em operações contra o Irã no contexto do conflito iniciado no sábado (28). Segundo o comunicado oficial, os dispositivos foram usados pelo Grupo de Ataque Scorpion, vinculado ao Comando Central (Centcom), durante a chamada “Operação Fúria Épica”.

De acordo com as Forças Armadas norte-americanas, trata-se de aeronaves não tripuladas de ataque unidirecionais — conhecidas como modelos “kamikaze” — desenvolvidas com inspiração nos drones Shahed iranianos, que têm ampla utilização por Teerã e foram exportados a aliados, como a Rússia.

“Pela primeira vez na história, estamos empregando drones de ataque unidirecionais em combate”, afirmou o Exército, que descreveu os novos sistemas como uma “retaliação fabricada nos EUA”.

O aparelho apresentado recebeu a denominação Lucas, sigla para Sistema Não Tripulado de Baixo Custo de Ataque e Combate. Em vídeo divulgado junto ao anúncio, o equipamento aparece em operação. Segundo o comunicado do Centcom, o drone tem longo alcance, capacidade de voo autônomo e pode ser lançado por diferentes meios, incluindo catapultas, plataformas móveis terrestres, veículos e decolagem assistida por foguete.

Dúvidas sobre locais e contexto das ações

O Pentágono não forneceu detalhes sobre os locais ou as circunstâncias específicas em que os drones foram empregados. Até então, as ofensivas dos EUA na região vinham sendo realizadas majoritariamente com mísseis, inclusive na ação que resultou na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, no último sábado.

O Irã é apontado como referência global na produção de drones de ataque. A família Shahed inclui variantes projetadas exclusivamente para ataques e outras com capacidade de vigilância e reconhecimento. Esses modelos estiveram presentes em conflitos recentes, como a guerra na Ucrânia.

Imagem: Divulgação

O Grupo de Ataque Scorpion é uma unidade criada recentemente pelo Exército norte-americano com foco em plataformas de ataque de baixo custo para operações no Oriente Médio. Anunciada em dezembro de 2025, a divisão foi estruturada com a finalidade de reduzir a defasagem tecnológica em relação ao programa iraniano.

A adoção desses sistemas representa uma mudança tática nas operações dos EUA, com maior ênfase em plataformas de menor custo e potencial escalabilidade, em contraste com o emprego predominante de armamentos de maior valor, como mísseis de precisão.

Com informações de Olhardigital