Grupo liderado pela FedEx fecha compra da InPost por 7,8 bilhões de euros

Um consórcio capitaneado pela FedEx e por investidores da própria InPost firmou acordo para adquirir a empresa europeia de armários de logística por 7,8 bilhões de euros (US$ 9,2 bilhões). O negócio, anunciado nesta segunda-feira, visa ampliar a presença da InPost no continente e oferecer à FedEx acesso à extensa rede de lockers da companhia.

Os acionistas da InPost receberão 15,60 euros por ação, valor que representa um ágio de cerca de 17% em relação ao fechamento das ações na última sexta-feira. Apesar do prêmio, o montante fica ligeiramente abaixo do preço de oferta pública inicial (IPO) de 16 euros por ação registrado em 2021. Na bolsa de Amsterdam, os papéis da empresa chegaram a subir 14% na abertura, alcançando o maior patamar desde maio de 2025.

De acordo com Hein Pretorius, presidente do conselho de supervisão da InPost, a transação contemplará acordos de colaboração comercial que permitirão às duas empresas aproveitar sinergias sem, no entanto, fundir suas operações. “A InPost e a FedEx pretendem celebrar acordos de comercialização que devem permitir que ambas as empresas se beneficiem de pontos fortes complementares e de uma visão compartilhada”, explicou Pretorius.

No mês passado, a InPost revelou ter recebido uma proposta indicativa de compra de uma parte não identificada, fato que já havia impulsionado as cotações das ações. A expectativa agora é que o fechamento do negócio ocorra mediante as aprovações regulatórias habituais.

Imagem: Divulgação

Fundada na Polônia, a InPost opera em nove países e possui uma das maiores redes de armários automáticos para entrega de encomendas na Europa. Desde sua estreia em bolsa em 2021, a empresa tem enfrentado desafios relacionados ao aumento da concorrência local e aos elevados investimentos necessários para expansão da rede, fatores que contribuíram para moderar o crescimento dos lucros.

Com o apoio da FedEx, a InPost pretende acelerar sua expansão geográfica e diversificar serviços, enquanto a transportadora americana busca fortalecer sua logística de última milha na região.

Com informações de Infomoney