O pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), alterou sua versão sobre a origem de uma fotografia em que aparece ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado pela Polícia Federal como líder de uma milícia privada vinculada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Em transmissão ao vivo nesta quinta-feira (16), o senador afirmou que a imagem foi alvo de manipulação digital por meio de inteligência artificial.
Quando a foto foi divulgada pelo portal ICL Notícias na quarta-feira (15), Flávio inicialmente minimizou o episódio, dizendo que se tratava de mais uma das muitas fotos que costuma tirar com eleitores nas ruas. Após a repercussão, porém, no evento de lançamento de políticas para mulheres, o parlamentar passou a defender que a imagem havia sido adulterada com técnicas de IA, descrevendo detalhes que, segundo ele, mostram sinais de manipulação, como uma proporção anômala do dedo da pessoa ao lado.
Depois da publicação, o senador também disse não saber se a foto era autêntica e evitou comentar se mantinha qualquer contato com o homem identificado como “Sicário”. A Polícia Federal investiga o indivíduo como peça central de uma organização criminosa, responsável por monitoramento de alvos, obtenção ilegal de dados e ações de intimidação, além de acumular antecedentes por estelionato, receptação, uso de documento falso e ameaça.
Segundo as apurações, há indícios de que o homem conhecido como “Sicário” recebia cerca de R$ 1 milhão por mês para monitorar adversários, intimidar jornalistas e extrair informações sigilosas de órgãos públicos. A expressão “sicário” refere-se a um assassino contratado.
Em nota, a pré-campanha de Flávio evitou confirmar conhecimento prévio do senador sobre o homem retratado e ressaltou que o parlamentar é uma figura pública “extremamente popular” que recebe diariamente pedidos de fotos nas ruas. A assessoria classificou a imagem como “aleatória” e afirmou ser impraticável que o senador identifique todas as pessoas com quem se fotografa, argumentando ser irresponsável atribuir significado pessoal a registros desse tipo.
Imagem: Divulgação
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse à jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, que tinha ciência da existência da foto havia cerca de um mês e que informou Flávio. Ainda conforme o relato de Costa Neto, o senador teria respondido que a imagem provavelmente seria de tempo atrás e que não se recordava do episódio.
O caso segue sob análise pública e investigativa, com os desdobramentos envolvendo a verificação da autenticidade da foto e as apurações sobre a organização criminosa associada ao homem identificado pela PF.
Com informações de Valor.globo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6