O Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou expansão de 2,4% para a América Latina e o Caribe em 2026, segundo a atualização de julho do relatório World Economic Outlook (WEO). A revisão representa alta de 0,1 ponto percentual em relação à estimativa divulgada em abril. Para 2027, o organismo manteve a previsão de crescimento em 2,7%.

O relatório destaca que, em um contexto internacional marcado por juros elevados, incertezas geopolíticas e desaceleração econômica global, a região mantém capacidade de crescimento, mas avança de maneira desigual entre países. O FMI aponta que a recuperação não segue mais um único ciclo econômico regional, com trajetórias cada vez mais determinadas por fatores internos.

Entre esses fatores domésticos, o Fundo cita política fiscal, controle da inflação, ambiente regulatório e a habilidade de atrair investimentos como determinantes do desempenho nacional. Segundo a análise, economias que conseguirem preservar estabilidade institucional e elevar produtividade tendem a se sobressair.

O Brasil figura entre as economias com perspectiva relativamente mais favorável. O FMI elevou para 2,4% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026; para 2027, a expectativa é de expansão de 2,2%, reflexo de uma normalização da atividade após fase de maior dinamismo.

A Argentina teve suas projeções mantidas pelo Fundo. O FMI observa que o país segue em processo de reorganização econômica após as reformas introduzidas pelo governo de Javier Milei, mas ressalta que a consolidação da recuperação depende do avanço do ajuste fiscal e da reconquista da estabilidade macroeconômica.

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Para investidores e empresas, a mensagem do relatório é clara: a região continua a oferecer oportunidades, porém a escolha de ativos e mercados exigirá avaliação país a país, privilegiando fundamentos econômicos sólidos em vez da simples localização geográfica. Essa variação de desempenho entre países deverá definir quais economias se destacam no próximo ciclo de crescimento latino-americano.

O WEO de julho reforça, portanto, a necessidade de análises individualizadas frente a um cenário externo desafiador e a crescente importância das condições internas na determinação do crescimento.

Com informações de Portalin