Cientistas identificaram que algumas espécies de formigas realizam amputações programadas em operárias com ferimentos graves para evitar que infecções se espalhem e comprometam a colônia. A descoberta, relatada por pesquisadores da Universidade de Würzburg, mostra que esses insetos avaliam lesões, higienizam as áreas afetadas e, quando necessário, removem o membro infectado usando as próprias mandíbulas.
Quem e onde
O comportamento foi documentado por equipes ligadas à Universidade de Würzburg. Segundo os autores, certas formigas operárias agem como “profissionais” de cuidado dentro da colônia, tomando decisões sobre o tratamento adequado para cada caso observado.
O que fazem e como
As formigas examinadoras combinam sinais visuais e químicos para avaliar a extensão do dano. Antes de qualquer intervenção, a ferida é limpa com secreções bucais que reduzem a carga bacteriana. Quando a infecção é considerada grave e com alto risco de se espalhar pela hemolinfa, as operárias realizam a amputação do segmento comprometido com as mandíbulas, procedimento que evita a sepse e aumenta as chances de recuperação do indivíduo.
Por que amputam
A decisão por amputar baseia-se na avaliação da probabilidade de sobrevivência após a cirurgia. Manter um membro seriamente infectado poderia resultar em morte rápida da formiga, prejudicando a força de trabalho do formigueiro. Assim, a remoção do tecido comprometido funciona como uma estratégia para preservar a integridade e a funcionalidade da colônia como um todo.
Eficácia do cuidado
Os dados observacionais indicam diferenças claras nas taxas de sobrevida conforme o tipo de intervenção. Em feridas superficiais no fêmur, a limpeza intensiva resultou em aproximadamente 60% de sobrevivência. Em casos de infecções graves, a amputação do membro elevou a taxa de sobrevida para cerca de 90%. Sem qualquer assistência, a sobrevivência das operárias feridas foi registrada em menos de 15%.
Imagem: Divulgação
Detecção precoce
As formigas utilizam um olfato altamente sensível e outros sinais químicos para “sentir” a presença de patógenos em estágios iniciais, antes que alterações visuais evidentes apareçam. Essa detecção rápida é crucial para que a intervenção ocorra em tempo hábil; se a ação for tardia, a amputação pode não prevenir a disseminação da bactéria aos órgãos vitais.
Implicações
Os pesquisadores afirmam que o comportamento reforça a ideia de que cuidados coletivos e estratégias de defesa contra patógenos podem ser sofisticados mesmo em sistemas sociais de insetos. A prática de avaliação, higienização e, quando necessário, amputação funciona como um mecanismo adaptativo para controlar agentes infecciosos e reduzir perdas dentro da colônia.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6