Os fundadores da Natura, Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos, decidiram deixar o Conselho de Administração da empresa e migrar para um conselho consultivo, numa mudança de governança que marca o começo de uma nova fase estratégica após um período de reestruturação operacional e financeira.

Quem: Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos.

O quê: Saída do Conselho de Administração e passagem para um conselho consultivo com papel de aconselhamento e preservação dos valores que nortearam a companhia ao longo de mais de cinco décadas.

Por quê: A movimentação é descrita pelos fundadores como uma transição entre ciclos. Após fase dedicada à simplificação dos negócios, que incluiu venda de ativos e redução da alavancagem, a empresa passa a concentrar esforços em crescimento, inovação e renovação na sua estrutura decisória.

Como: A reorganização envolve ainda a assinatura de um novo acordo de acionistas com duração de 10 anos, que mantém a participação dos fundadores e reforça o compromisso de longo prazo com a companhia. Além disso, haverá mudanças na composição e no comando do conselho, com entrada de novos membros e substituição da presidência do colegiado.

A nova configuração busca equilibrar a continuidade da cultura corporativa com a abertura para uma liderança mais alinhada a competências digitais e operacionais, consideradas essenciais para a etapa seguinte do grupo. A estratégia de governança fica orientada para ganho de eficiência, aceleração tecnológica e expansão na América Latina.

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Mesmo fora do órgão deliberativo, os três fundadores afirmam que permanecerão próximos à empresa, atuando como guardiões da cultura organizacional e apoiando a nova geração de lideranças na preservação do legado da marca, ao mesmo tempo em que dão suporte à aceleração da inovação e à geração de valor econômico, social e ambiental.

A movimentação ocorre em paralelo ao interesse de investidores institucionais pela companhia e à recuperação de indicadores financeiros, situações que reforçam a leitura de que a Natura busca consolidar um novo ciclo de crescimento sustentado depois dos ajustes estruturais recentes.

O redesenho da governança e o acordo societário de longa duração são apresentados como instrumentos para dar estabilidade ao processo de renovação sem perder a referência dos princípios que fundaram a empresa.

Com informações de Portalin