O Ministério das Comunicações anunciou a liberação de cerca de R$ 104 milhões para financiar pesquisa e desenvolvimento em tecnologias estratégicas no Brasil. O aporte terá foco no avanço do 6G, da inteligência artificial (IA) e de soluções em computação em nuvem, áreas apontadas como essenciais para a soberania digital do país.
Os recursos virão do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) e serão operacionalizados pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) ao longo do triênio 2026-2028. Para 2026, a previsão de desembolso inicial é de R$ 30 milhões para o início dos projetos.
Projeto Prisma e gestão de data centers sustentáveis
Entre as iniciativas previstas no pacote, destaca-se o Projeto Prisma, que pretende criar uma plataforma brasileira inédita para a gestão de data centers sustentáveis. A proposta busca reduzir o consumo energético e os custos operacionais, além de diminuir a dependência de tecnologias externas em um segmento considerado estratégico para segurança e infraestrutura digital.
Segundo o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o repasse dos recursos deve possibilitar o desenvolvimento de tecnologias estratégicas e contribuir para o fortalecimento da soberania digital brasileira.
Outras frentes de pesquisa
O plano de trabalho do CPQD, que completa 50 anos em 2026, inclui ainda diversas frentes de inovação. Entre elas estão:
Imagem: Divulgação
- Infraestrutura 6G: desenvolvimento de redes com uso de IA para otimização do tráfego de dados;
- IA generativa: criação de ferramentas voltadas às operadoras de telecomunicações;
- Segurança digital: soluções voltadas à privacidade e proteção de dados em ambientes de nuvem;
- Saúde digital: tecnologias para ampliar e qualificar serviços de telemedicina no país.
O Funttel é abastecido por uma contribuição de 0,5% sobre a receita bruta das empresas de telecomunicações e tem por missão fomentar inovação e competitividade na indústria brasileira. Nos últimos anos, o fundo já destinou mais de R$ 362 milhões a empresas e centros de pesquisa do setor.
A execução dos recursos pelo CPQD e o desenvolvimento das iniciativas estão programados para o período de 2026 a 2028, com a previsão de início dos projetos em 2026.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6