Artista lança “Interdimensional” e embarca na turnê “50 anos luz”
O cantor, compositor e pianista paulistano Guilherme Arantes celebra em 2026 meio século de carreira solo. Para marcar a data, ele lançará o álbum Interdimensional em 15 de janeiro e, a partir de março, inicia a turnê 50 anos luz, que percorrerá diversas cidades brasileiras.
Arantes começou a trajetória solo em 1976, após deixar o grupo de rock progressivo Moto Perpétuo, fundado por ele em 1973. Nesse ano, entrou para o cenário nacional com “Meu mundo e nada mais”, balada escrita em 1969 e incluída na trilha da novela Anjo Mau, da TV Globo. O sucesso na programação vespertina ajudou a consolidar seu nome nas rádios e a firmá-lo como um dos principais compositores do pop brasileiro.
Contratado pela Som Livre, o artista emplacou ainda nos anos 1970 faixas como “Cuide-se bem” (1976), “Amanhã” (1977) e “Êxtase” (1979). Na década seguinte, manteve a sequência de hits com “Aprendendo a jogar” (1980), “Deixa chover” (1981), “Planeta água” (1981), “O melhor vai começar” (1982), “Lance legal” (1982) e “Lindo balão azul” (1982), além de colaborações memoráveis como “Brincar de viver” (1983) e “Pedacinhos (Bye bye so long)” (1983).
Apesar da produção constante de sucessos e da influência pioneira no pop nacional, Arantes não integrou eventos de grande porte como Rock in Rio e Hollywood Rock, nem participou da série acústica da MTV, lançada nos anos 1990. A escolha das emissoras e produtores de nichos jovens contribuiu para seu afastamento da cena mainstream, embora seu repertório também tenha tido ampla aceitação entre o público popular.
O último grande sucesso nas rádios ocorreu em 1991, com “Sob o efeito de um olhar”. A partir de então, tendências como axé, pagode e outros gêneros emergentes passaram a dominar o mercado fonográfico, limitando a presença de veteranos em festivais e programações musicais.
Imagem: Divulgação
Hoje, aos 50 anos de carreira solo, Guilherme Arantes mantém um catálogo capaz de sustentar três horas de apresentação apenas com seus maiores sucessos. Sua discografia mescla influências do rock progressivo, do synth-pop e de composições para piano, aproximando-se de referências europeias, especialmente do compositor irlandês Gilbert O’Sullivan.
Com “Interdimensional” e a turnê “50 anos luz”, o artista retoma proeminência e confirma sua contribuição ao pop brasileiro, reforçando a relevância de uma trajetória que se estende desde as origens da MPB até os palcos contemporâneos.
Com informações de G1

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6