Em anúncio feito neste mês, a Amazon demitiu 16 mil funcionários em nova leva de cortes, somando-se aos 14 mil desligados no outono. Embora a empresa não tenha atribuído as dispensas à inteligência artificial (IA), o CEO Andy Jassy já afirmou que a adoção da tecnologia irá “reduzir nossa força de trabalho corporativa total” à medida que gera ganhos de eficiência.
Preocupação dos trabalhadores com IA
Pesquisa do site Indeed com mais de 2 mil pessoas revelou que a IA é hoje a principal apreensão dos trabalhadores, superando o medo de esgotamento profissional. Segundo o levantamento, mais de um terço dos entrevistados acredita que a automação terá impacto negativo sobre suas oportunidades de emprego e evolução na carreira.
Para 40% dos empregadores, a implementação de IA será foco em 2026, mas 35% dos candidatos a vagas veem esse movimento como algo preocupante. “Os funcionários sabem que a IA não vai desaparecer e impactará seu trabalho”, observa Matt Berndt, chefe da Academia de Busca de Emprego do Indeed. “A grande questão é como? Esse desconhecido gera incerteza, e tanto empresas quanto trabalhadores usam IA sem confiança mútua no processo.”
Empresas que mencionaram IA nos cortes
Embora economistas ainda não encontrem evidências de substituição em massa pela IA, várias companhias já citaram a tecnologia ao anunciar demissões. O Pinterest, por exemplo, planeja eliminar 15% da sua força de trabalho para direcionar recursos a projetos de IA. Já o Citigroup cortou 1 mil postos em janeiro, e a CEO Jane Fraser indicou possíveis novas dispensas motivadas por automação.
Desconexão entre gestores e funcionários
O estudo do Indeed aponta divergências entre as percepções de empresas e empregados. Metade dos empregadores acredita que o mercado de trabalho está melhorando, enquanto 40% dos trabalhadores discordam e consideram o cenário pior. Além disso, executivos estão focados em redução de custos, ao passo que dois terços dos profissionais buscam aumentos salariais.
Imagem: ferrantraite via Getty Images
Esgotamento e jornadas mais longas
Apesar da atenção à IA, tanto empregadores quanto empregados concordam que o esgotamento segue em alta. Muitos líderes preveem a adoção do modelo “996” — 72 horas semanais de trabalho — em empresas de tecnologia. Quase 40% dos executivos esperam semanas mais extensas, embora 46% dos candidatos priorizem o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Diante da crescente pressão por investimentos em IA, os trabalhadores encaram 2026 com apreensão quanto ao equilíbrio entre eficiência e bem-estar.
Com informações de Fastcompanybrasil

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6