O Ibovespa registrou leve queda ao abrir o segundo semestre de 2026, influenciado principalmente pela baixa nos preços internacionais do petróleo. Nesta terça-feira (1), o principal índice da bolsa brasileira recuou 0,20%, encerrando o dia em 171.688,61 pontos.

No exterior, discursos recentes do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizando intenção de manter boas relações com o Irã pressionaram o valor do barril. O Brent com vencimento em agosto fechou em queda de 1,89%, cotado a US$ 71,57, o que impactou ações de empresas do setor de energia, entre elas Petrobras e Prio.

Sem indicadores econômicos locais relevantes no calendário, o economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, Bruno Perri, afirmou que havia expectativa por um pregão mais positivo após sinais recentes sobre a trajetória da política monetária. Segundo ele, dados como o IPCA-15, a deflação do IGPM e um resultado do Caged mais fraco trouxeram indícios de desaceleração econômica e abriram espaço para uma postura possivelmente mais branda do Banco Central.

Ibovespa hoje

Ao longo do pregão, o índice oscilou entre máxima intradiária de 172.098,36 pontos e mínima de 169.665,53 pontos. O volume financeiro negociado na B3 somou R$ 22,7 bilhões.

Dólar hoje

A desvalorização do petróleo, commodity de peso para o Brasil, contribuiu para a perda de espaço do real frente ao dólar. O dólar comercial avançou 0,90% e fechou cotado a R$ 5,20.

Ibovespa cai 0,20% no primeiro dia do segundo semestre com recuo do petróleo; dólar sobe a R$ 5,20

Imagem: Divulgação

Bolsas de Nova York

Nas praças de Nova York, o movimento predominante foi de realização de lucros após um trimestre com fortes altas. Falas do presidente do Federal Reserve ajudaram a conter perdas mais acentuadas. O Dow Jones caiu 0,01%, o S&P 500 recuou 0,21% e o Nasdaq teve baixa de 0,66%.

O pregão desta terça-feira foi marcado, portanto, pela combinação da queda do preço do petróleo no exterior e por indicadores domésticos que reforçaram expectativas de desaceleração econômica, afetando setores e ativos sensíveis a esses fatores.

Com informações de Borainvestir.b3