TRANSMISSÃO: do YouTubeO presidente da FIFA utilizou o evento e
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou que o futebol “não existiria em 150 países” sem a atuação financeira da entidade durante uma palestra no World Sports Summit, em Dubai, no fim de dezembro. A declaração foi sua primeira aparição pública após críticas à política de preços de ingressos da Copa do Mundo de 2026.
O comentário de Infantino ocorreu semanas depois do anúncio, em 11 de dezembro, dos valores gerais dos ingressos para a Copa de 2026, que provocaram forte reação negativa. Em resposta às críticas, a FIFA lançou, cinco dias depois, uma categoria de entrada destinada a torcedores, oferecendo cerca de mil ingressos por jogo a US$ 60 para fãs das equipes envolvidas.
“O que é crucial é que as receitas geradas retornem ao futebol em todo o mundo”, afirmou Infantino em Dubai. “Sem a FIFA, não haveria futebol em 150 países. Existe futebol porque, e graças a, essas receitas que geramos com a Copa do Mundo e reinvestimos globalmente.”
Antes, em início de dezembro, um porta-voz da FIFA declarou que “sem o apoio financeiro da entidade, mais de 50% das associações filiadas não poderiam operar”, ao comentar os preços dos ingressos.
Fundo FIFA Forward e valores repassados
Para contextualizar a dependência financeira, a FIFA distribui recursos às federações pelo programa FIFA Forward, com repasses ao longo de ciclos de quatro anos. No ciclo atual, de 2023 a 2026, cada associação pode receber até US$ 8 milhões, dentro de um total disponível de US$ 2,25 bilhões. Em 19 de março, a FIFA anunciou que esse montante será ampliado para US$ 2,7 bilhões no ciclo 2027-2030.
Desde a criação do FIFA Forward, em 2016, quando Infantino assumiu a presidência, cerca de US$ 2,8 bilhões já foram disponibilizados às federações nos dois primeiros ciclos do programa.
Destinação dos recursos
Os US$ 8 milhões por federação são distribuídos entre custos operacionais, projetos específicos, viagens e equipamentos. Cada federação pode receber até US$ 1,25 milhão por ano para despesas operacionais, enquanto projetos específicos podem somar até US$ 3 milhões por ciclo. Federações com receita anual inferior a US$ 4 milhões podem obter US$ 1 milhão adicional por ano para viagens e hospedagem, além de US$ 200 mil ao longo do ciclo para compra de equipamentos. As seis confederações continentais recebem US$ 60 milhões em quatro anos (US$ 15 milhões por ano).
Imagem: Divulgação
O repasse anual de US$ 1,25 milhão é dividido em duas parcelas: US$ 650 mil em janeiro e até US$ 600 mil em julho, condicionado ao cumprimento de requisitos como a organização de competições e a participação de seleções. Recursos para projetos são liberados conforme aprovação e execução das iniciativas.
Fiscalização, exemplos e críticas
A FIFA exige auditorias anuais independentes das federações que recebem recursos e pode suspender repasses em caso de irregularidades, mas críticos apontam falta de transparência, já que relatórios não são amplamente divulgados. Exemplos citados de aplicação dos recursos incluem US$ 3 milhões usados nos Estados Unidos para incentivar participação no futebol de base, investimentos em infraestrutura nas Comores e projetos de base e desenvolvimento do futebol feminino na Inglaterra.
Houve também casos de uso indevido: em maio de 2024 dirigentes da federação de Bangladesh foram sancionados por apresentar documentos falsificados. Outros incidentes envolveram federações do Panamá, Venezuela, Guiné Equatorial e Maldivas.
Especialistas questionam a afirmação de Infantino de que o futebol não existiria em 150 países sem a FIFA. Alan Tomlinson, professor emérito da Universidade de Brighton, lembrou que o futebol precede a criação da FIFA e afirmou que “a FIFA precisa do futebol mais do que o futebol precisa da FIFA”. Apesar das divergências, há consenso de que muitos programas organizados, como categorias de base, futebol feminino e competições estruturadas, dependem dos repasses da entidade.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6