O Instagram solucionou um erro em sua plataforma que enviou, sem solicitação prévia, diversas mensagens de redefinição de senha a milhares de usuários nos últimos dias. A falha técnica gerou preocupação global e levou a Meta, controladora da rede social, a emitir um comunicado oficial negando qualquer invasão nos seus sistemas.

Segundo a empresa, o bug permitia que terceiros iniciassem pedidos de troca de senha em nome de outros perfis. Embora não conferisse acesso direto às contas, a brecha acionava o mecanismo automático de segurança da plataforma, resultando no disparo legítimo dos e-mails aos destinatários afetados.

Usuários relataram ter recebido múltiplas notificações, inclusive durante a madrugada, o que reforçou a impressão de um ataque coordenado. A Meta afirmou que o problema foi completamente sanado no domingo, 11 de janeiro, e garantiu que suas infraestruturas internas permanecem seguras e sem indícios de comprometimento.

Em nota, a empresa recomendou que os usuários simplesmente ignorem as mensagens de redefinição recebidas indevidamente. Por se tratarem de comunicações geradas pelo sistema oficial, esses e-mails não indicam, por si só, que o perfil tenha sido invadido.

A companhia não divulgou detalhes sobre como a falha foi explorada nem quem seriam os responsáveis pelos disparos. O foco permanece na garantia de que as credenciais de acesso não foram expostas ou alteradas em decorrência do incidente.

Reciclagem de dados e novas ameaças

Paralelamente, a empresa de cibersegurança Malwarebytes identificou à venda na dark web um banco de dados contendo 17,5 milhões de contas do Instagram. A lista inclui nomes de usuário, endereços de e-mail e números de telefone, informações obtidas em vazamentos anteriores.

Especialistas apontam que esses dados são remanescentes de um incidente registrado em 2024. Criminosos aproveitam essas bases antigas para realizar tentativas de invasão ou golpes de engenharia social, especialmente contra perfis cujos donos não atualizam suas senhas com frequência.

Imagem: Divulgação

O principal risco decorre da utilização dessas informações em ataques de phishing, nos quais golpistas enviam mensagens fingindo ser a própria rede social ou outros serviços confiáveis, na tentativa de coletar as senhas reais dos usuários.

Para reforçar a proteção das contas, a orientação técnica é ativar imediatamente a autenticação de dois fatores (2FA) nas configurações do aplicativo. Essa ferramenta exige, além da senha, um código único enviado por SMS ou gerado por apps de autenticação.

A plataforma segue monitorando o ambiente e afirma estar atenta a qualquer nova tentativa de exploração, garantindo aos usuários a integridade de seus dados.

Com informações de Olhardigital