O velório do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Octavio Gallotti foi realizado na segunda-feira (27) no salão branco da Corte, em Brasília, e reuniu familiares, amigos e autoridades. A cerimônia, que teve sequência com uma missa, contou com a presença de ministros em exercício, ex-integrantes da Corte e representantes do Ministério Público.

Gallotti faleceu no domingo aos 95 anos. O sepultamento está marcado para terça-feira (28), às 16h, no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

Nomeado ao STF em 1984 pelo então presidente João Baptista Figueiredo, Gallotti exerceu a função de ministro entre 1984 e 2000, tendo presidido a Corte no biênio de 1993 a 1995. Ele deixou a magistratura ao atingir a idade limite de 70 anos, em 2000. Antes de integrar o Supremo, atuou como ministro do Tribunal de Contas da União entre 1973 e 1984.

Natural do Rio de Janeiro, nascido em 1930, Gallotti formou-se em Direito pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, atualmente Universidade Federal do Rio de Janeiro. Era pai da ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Isabel Gallotti.

O ex-ministro pertencia a uma família com tradição no campo jurídico: seu pai, Luiz Gallotti, foi ministro do STF entre 1949 e 1974, e seu avô materno, Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, integrou a Corte entre 1917 e 1931.

Integrantes do STF e autoridades acompanham velório do ex-ministro Octavio Gallotti

Imagem: Luiz Silveira/STF

Entre os magistrados presentes ao velório estavam o presidente do STF, Edson Fachin, e os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Luiz Fux. Compareceram também ex-ministros como Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski, Ellen Gracie e Francisco Rezek. Representantes do Ministério Público e outras autoridades marcaram presença, incluindo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ministro do STJ Paulo Moura Moreira.

Em homenagem ao ex-ministro, o presidente do STF ressaltou que Gallotti foi um exemplo de autoridade baseada na conduta pessoal, na serenidade e na integridade, e destacou a importância da tradição familiar que dialoga com a história das instituições jurídicas brasileiras. Fachin afirmou ainda que a visão de magistratura do ministro valorizava a precedência da autoridade moral sobre a jurídica, a conquista diária da confiança pública e a legitimidade das decisões fundada na retidão de quem as profere.

Com informações de Valor.globo