O IPO da Microsoft completa 40 anos em 13 de março de 1986. O que começou como uma operação de duas pessoas em Albuquerque transformou-se em uma das maiores empresas do mundo e rendeu a investidores iniciais retornos extraordinários.
Origem e primeiros passos
Em janeiro de 1975, Bill Gates e Paul Allen viram o computador pessoal Altair 8800 na capa da revista Popular Electronics e identificaram uma demanda por software para essas máquinas. Daquela percepção nasceu a Microsoft — nome formado pela junção de “microprocessors” e “software”, inicialmente grafado como “Micro-Soft” — que passou a desenvolver programas para computadores pessoais a partir de Albuquerque, no Novo México.
Nos anos seguintes, a companhia consolidou sua posição no mercado. Em 1981, um acordo com a IBM colocou os produtos da Microsoft em computadores pessoais da fabricante, e, em novembro de 1985, a empresa lançou o Windows, um ambiente gráfico sobre o MS-DOS. Ainda em 1985, saiu a primeira versão de varejo do Excel, que viria a ser amplamente utilizada em finanças e escritório.
O IPO e o ganho para investidores
A Microsoft abriu capital em 13 de março de 1986, com preço inicial de US$ 21 por ação. Ao fim do primeiro dia de negociação na Nasdaq, os papéis chegaram a US$ 35,50. Um aporte de US$ 1.000 ao preço do IPO teria adquirido cerca de 47 ações.
Se o investidor tivesse mantido as ações por quatro décadas, esse montante inicial teria se transformado em aproximadamente US$ 5,5 milhões. A valorização ocorreu em grande parte por conta de nove desdobramentos de ações realizados pela empresa, que teriam convertido as 47 ações iniciais em cerca de 13.700 ações. Com a Microsoft sendo negociada próximo de US$ 400 por ação, o valor de mercado desse investimento chega à casa dos milhões.
O retorno total anualizado da ação, com capitalização ao longo dos anos, é estimado em cerca de 21,8% ao ano, praticamente o dobro do retorno anualizado histórico do S&P 500 no período, de aproximadamente 10,8% ao ano.
Além da valorização do preço, a Microsoft passou a pagar dividendos trimestrais em 2003. Até 2022, um acionista que não vendeu teria recebido cerca de US$ 341.513 em dividendos, e, atualmente, esse investidor recebe aproximadamente US$ 36 mil por ano em renda de dividendos.
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O percurso não foi linear: após a bolha das pontocom e o desdobramento de ações de 2003, os papéis da Microsoft entraram em um período de estagnação que durou quase uma década. Investidores que venderam durante esse período teriam realizado retornos muito menores do que aqueles que mantiveram as ações.
Escala atual da empresa
Na época do IPO, a Microsoft registrava receita anual de cerca de US$ 197 milhões. No segundo trimestre do ano fiscal de 2026, encerrado em 31 de dezembro de 2025, a companhia reportou US$ 81,3 bilhões em receita, alta de 17% na comparação anual; US$ 38,3 bilhões de lucro operacional, avanço de 21%; e US$ 38,5 bilhões de lucro líquido.
No mesmo trimestre, a Microsoft devolveu US$ 12,7 bilhões aos acionistas entre dividendos e recompras de ações, um aumento de 32% em relação ao ano anterior. O CEO Satya Nadella afirmou que a empresa está no início da difusão da inteligência artificial e que a Microsoft já construiu “um negócio de IA maior do que algumas de nossas maiores franquias”.
Quarenta anos após a abertura de capital, um investimento de US$ 1.000 feito no dia do IPO da Microsoft valeria, por volta dos números atuais, cerca de US$ 5,5 milhões.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6