Contribuintes que devem apresentar a declaração do Imposto de Renda relativa ao ano-base 2025 já podem se preparar: a expectativa é de que a temporada de entrega seja aberta na segunda quinzena de março e se encerre no último dia útil de maio, previsto para 29 de maio.
As alterações previstas pela chamada Reforma da Renda e pela Reforma Tributária, embora estejam em vigor, só devem afetar as declarações a partir do IR 2027 (referente a 2026). Na prática, a declaração que deverá ser apresentada até o fim de maio de 2026 permanecerá muito semelhante à de 2025.
A Receita Federal ainda não publicou a normativa específica para o IR 2026, documento que costuma sair no início de março. Enquanto isso, espera-se que os requisitos para obrigatoriedade da entrega se mantenham, com possível atualização de valores em função da inflação acumulada em 2025.
Quem deve declarar
Considera-se que estarão obrigados a declarar, entre outros casos:
- Quem teve rendimentos superiores a R$ 33.888,00 no ano-base (2025);
- Quem recebeu rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200.000,00 no ano;
- Produtores rurais com receita bruta maior que R$ 169.440,00 em 2025;
- Quem pretende compensar prejuízos agrícolas de anos anteriores ou do próprio ano-calendário de 2025;
- Quem possuía bens e direitos somando mais de R$ 800.000,00 em 31 de dezembro de 2025;
- Pessoas que tiveram ganhos de capital na venda de bens ou direitos;
- Participantes de operações em bolsas de valores, mercadorias e futuros cujo total de vendas excedeu R$ 40.000,00 no ano, ou que tiveram lucro sujeito à tributação nessas vendas;
- Quem vendeu imóvel residencial e utilizou o recurso na compra de outro imóvel para moradia dentro de 180 dias, beneficiando-se da isenção;
- Quem mantém investimentos em trustes no exterior;
- Quem pretende atualizar o valor de mercado de bens localizados fora do país;
- Quem optou por declarar detalhadamente bens do exterior de entidade controlada como se pertencessem à pessoa física.
Vanessa de Oliveira, gerente de contabilidade da IR Trade, afirma que os limites e faixas de tributação costumam ser corrigidos anualmente pela inflação — que ficou em 4,26% em 2025 — de modo que é provável haver apenas ajustes pontuais nos valores.
Documentos e organização
A organização prévia dos documentos já é recomendada, mesmo antes da publicação das regras definitivas. Devem ser reunidos informes de rendimentos de empregadores, bancos, corretoras, do INSS e de previdência privada, incluindo valores isentos; comprovantes de despesas dedutíveis (saúde, educação, PGBL), com CPF ou CNPJ dos prestadores; e comprovantes de rendimentos extras, como aluguéis e trabalhos autônomos.
Também é importante manter atualizadas as informações sobre bens e direitos (imóveis, veículos e aplicações) e revisar dados básicos como CPF de dependentes, conta bancária e a declaração do ano anterior para reduzir inconsistências no preenchimento.
Imagem: Divulgação
Checklist básico de documentos:
- Informes de rendimentos;
- Comprovantes de despesas dedutíveis;
- Documentação de bens e direitos;
- Comprovantes de rendimentos extras;
- CPF de dependentes;
- Dados bancários;
- Declaração do ano anterior.
Declaração pré-preenchida e o Meu Imposto de Renda
Espera-se que a maioria dos contribuintes utilize novamente a declaração pré-preenchida, que incorpora informações de bases de dados diversas. Em 2025, mais da metade das 43,3 milhões de declarações entregues dentro do prazo foram transmitidas com dados pré-preenchidos.
O serviço online Meu Imposto de Renda, acessível pelo site ou aplicativo da Receita, permite o envio da declaração por dispositivos móveis sem uso do programa tradicional. Porém, no ano passado, investidores em renda variável e contribuintes com ganhos de capital, operações em moeda estrangeira ou atividades rurais ficaram impedidos de usar a plataforma devido à falta de ferramentas específicas.
Especialistas apontam que a evolução do Meu Imposto de Renda depende das mudanças previstas para 2027, o que pode influenciar a agenda de desenvolvimento da plataforma pela Receita.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6