O Brasil iniciou testes em um laboratório para fabricar ímãs de alta potência a partir de matéria-prima extraída e processada no país. A iniciativa, divulgada pela transmissão Globo, marca o primeiro uso em escala piloto de insumo nacional no Centro de Inovação e Tecnologia para Ímãs de Terras Raras (CIT Senai ITR), em Lagoa Santa (MG), que é também a primeira fábrica de ímãs permanentes da América Latina.
O envio ao centro tecnológico consistiu em 20 quilos de carbonato de terras raras fornecidos pela mineradora Meteoric. O material teve origem no beneficiamento realizado no Planalto Vulcânico de Poços de Caldas (MG), onde a argila iônica é submetida a um processo de lixiviação para gerar o carbonato, etapa intermediária necessária antes da separação dos elementos individuais.
O processo científico
Com a matéria-prima nacional disponível, o CIT Senai ITR pretende validar, em escala piloto, toda a rota tecnológica exigida para a produção de ímãs permanentes de alto valor agregado. Entre as etapas previstas estão:
- obtenção de óxidos com elevada pureza;
- redução desses óxidos ao estado metálico;
- confecção de ligas metálicas;
- fabricação final de ímãs NdFeB (neodímio-ferro-boro).
Esses ímãs são componentes essenciais para motores de veículos elétricos, turbinas eólicas, celulares, aparelhos de ressonância magnética e sistemas de automação industrial.
Eficiência e qualidade mineral
Segundo a mineradora, a argila iônica extraída apresenta teor original de cerca de 0,4% de terras raras, mas o processamento alcançou um carbonato com 98% de pureza. Testes na planta piloto registraram índices de recuperação entre 78% e 79%, patamar superior à média global, que gira em torno de 50% em muitas operações mineradoras no mundo.
Imagem: Divulgação
Embora o centro tecnológico ainda utilize material importado da China para garantir segurança de fornecimento e permitir comparações técnicas durante a pesquisa, o objetivo do projeto MagBras — que reúne universidades, centros de inovação e empresas — é criar uma cadeia produtiva completa no país, do minério bruto ao ímã final. O próximo passo apontado pela parceria é desenvolver a separação detalhada dos elementos a partir do carbonato, permitindo fechar o ciclo da indústria de ímãs permanentes no Brasil.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6