Executivos de companhias globais têm criado iniciativas para tranquilizar colaboradores quanto ao uso crescente de inteligência artificial (IA) no ambiente de trabalho. Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, líderes como Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, e Brad Smith, presidente da Microsoft, defenderam que a automação deve focar na capacitação de funcionários, e não apenas na substituição de postos.

Dimon afirmou que, embora espere reduzir o quadro de pessoal nos próximos cinco anos, demissões aceleradas por IA sem planejamento adequado podem gerar “agitação civil”. Para evitar impactos sociais, o executivo sugeriu que o governo limite a substituição massiva de trabalhadores por sistemas automatizados e propôs um programa interno para requalificação, realocação e auxílio financeiro aos mais de 300 mil profissionais sob sua gestão.

Foco na valorização do talento humano

No mesmo evento, Brad Smith ressaltou que o verdadeiro avanço ocorre quando cada melhoria em IA amplia as habilidades humanas. Ele chamou atenção para a “corrida entre humanos e máquinas” e questionou como as empresas vão usar a tecnologia para “ajudar seus colaboradores a se tornarem melhores em suas funções”. Segundo Smith, essa abordagem garante que, mesmo com o progresso dos algoritmos, as pessoas continuem competitivas.

Capilaridade da IA nas organizações

Relatório State of AI in the Enterprise 2026, da consultoria Deloitte, revela que as empresas elevaram em cerca de 50% o acesso dos funcionários a ferramentas de IA em apenas um ano. Atualmente, apenas 25% dos entrevistados afirmam ter levado ao menos 40% dos projetos-piloto de IA à produção, mas mais da metade prevê atingir esse patamar em até seis meses.

No entanto, a pesquisa também destaca a falta de competências técnicas como principal barreira para a adoção plena da automação. Mesmo assim, menos de metade das organizações está revisando seus planos de treinamento de pessoal para enfrentar essa lacuna.

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Para Dimon e Smith, o desafio não está somente na velocidade de implementação de novas tecnologias, mas na capacidade de preparar a força de trabalho para conviver e prosperar em um cenário cada vez mais dominado pela IA.

Com informações de Infomoney