A relação de produtos brasileiros excluídos da tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos tende a mitigar os efeitos da medida para várias empresas listadas na B3, segundo avaliação de analistas do mercado financeiro. As isenções abrangem itens que compõem parte relevante das exportações de grupos dos setores de celulose, papel e aviação, enquanto o setor siderúrgico segue sujeito a uma sobretaxa de 50% já vigente.
Produtos dispensados e setores afetados
Entre os bens que ficaram fora da nova cobrança estão celulose, petróleo bruto, gás natural, aeronaves civis, motores e componentes aeroespaciais. A medida foi adotada pelos Estados Unidos no âmbito da Seção 301 da legislação comercial americana.
No segmento de papel e celulose, especialistas apontam que a exclusão da celulose da lista de sobretaxas reduz de forma expressiva os riscos para empresas como Suzano e Klabin. Conforme o analista do Itaú BBA Daniel Sasson, embora a Klabin tenha maior exposição ao mercado de papel, cerca de 40% de suas operações estão vinculadas à celulose. Sasson observa ainda que apenas entre 2% e 3% da receita da empresa provém dos Estados Unidos, com a maior parte das vendas concentrada no mercado doméstico brasileiro.
O analista da XP, Lucas Laghi, compartilha leitura semelhante: tanto a Klabin quanto a Suzano mantêm sua principal presença no mercado norte-americano via celulose, produto que foi excluído das sobretaxas.
No setor siderúrgico, o quadro permanece inalterado. Segundo o presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, as exportações brasileiras de aço continuam sujeitas à tarifa de 50% aplicada desde junho do ano passado, alíquota que vale para praticamente todos os países exportadores, com exceção do Reino Unido.
Impacto na aviação
As exceções também beneficiaram o setor aeronáutico. A inclusão de aeronaves civis, motores e componentes aeroespaciais entre os produtos isentos preserva as operações da Embraer no mercado norte-americano. O presidente da fabricante, Francisco Gomes Neto, lembrou que a empresa enfrentou sucessivas alterações nas alíquotas ao longo do último ano: a taxa inicialmente fixada em 10% chegou a subir para 50%, voltou ao patamar de 10% e foi posteriormente eliminada.
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A Embraer informou ter desembolsado aproximadamente US$ 80 milhões em tarifas de exportação para os Estados Unidos, dos quais cerca de 85% referem-se à divisão de aviação executiva. Esses custos afetaram o resultado financeiro do primeiro trimestre de 2026. Gomes Neto acrescentou que a retirada das tarifas beneficia também a cadeia produtiva norte-americana, já que quase metade dos componentes usados nas aeronaves da Embraer é fornecida por empresas dos Estados Unidos, de modo que eventual redução na produção da fabricante implicaria menor demanda por equipamentos e menor geração de emprego na indústria americana.
A notícia segue sem novos desdobramentos até o momento.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6