A LogiGo, empresa brasileira de equipamentos eletrônicos fundada em 2010, vem se posicionando como fornecedora de centrais multimídia para montadoras e projeta faturar mais de R$ 100 milhões em 2027. A companhia deixou a atuação como revendedora de acessórios para atuar como fornecedor OEM, com montagem final e desenvolvimento de software no Brasil.
Crescimento
No último ano, a LogiGo registrou faturamento de R$ 40 milhões, resultado que representa quase cinco vezes o valor apurado em 2024. A meta para 2026 é alcançar R$ 60 milhões, com expectativa de ultrapassar R$ 100 milhões em 2027, com novos contratos, entrada em segmentos como caminhões e expansão internacional.
A transição ocorreu a partir de 2014, quando a Toyota passou a incorporar centrais multimídia ao portfólio oficial após identificar o produto entre os acessórios mais vendidos em sua rede, convidando a LogiGo a fornecer diretamente para a linha de montagem. A mudança para o modelo OEM exigiu reformulação operacional da empresa, com redução da estrutura de vendas de aftermarket e contratação de engenheiros para atender aos padrões das montadoras.
Novos clientes e contratos
Após a Toyota, a LogiGo fechou contrato com a Nissan, fornecendo centrais entre 2015 e 2021. A empresa também atendeu a Mitsubishi entre 2017 e 2020 e retomou fornecimentos para o modelo Eclipse Cross. Projetos para a Ford incluíram centrais para a Troller e para a Transit produzida no Uruguai para exportação à América do Sul. Em 2023, a LogiGo desenvolveu solução para a Volkswagen Caminhões e participa de concorrências atuais, além de um contrato vencido com fabricante de caminhões cujo nome está sob acordo de confidencialidade.
Produção e diferencial competitivo
A LogiGo realiza pré-montagem em parceria com fornecedor na China e conclui montagem, inserção de software e testes em São Bernardo do Campo (ABC paulista). A empresa destaca o desenvolvimento interno de software como seu principal diferencial, com adaptações específicas para o mercado brasileiro, incluindo integração de serviços como Waze e Spotify antes da popularização do espelhamento de celulares.
Monetização e serviços embarcados
A companhia aposta em transformar a central multimídia em plataforma de relacionamento e geração de receita para montadoras, com funcionalidades em desenvolvimento que incluem avisos de manutenção com agendamento automático, promoções geolocalizadas, publicidade segmentada e assistente com inteligência artificial chamada Lia. Entre os recursos já desenvolvidos estão sugestões de postos de combustível com base na autonomia do veículo e ofertas com descontos, além de sistemas que alertam sobre necessidade de troca de pneus e permitem agendamento direto pela central.
Imagem: Divulgação
Novas frentes e internacionalização
Para reduzir a dependência do ciclo de contratos com montadoras, a LogiGo criou uma unidade para monitoramento de frotas, com câmeras embarcadas e conectividade para análise de comportamento do motorista, prevenção de acidentes e rastreamento de carga. Essa operação começou em janeiro deste ano e está em fase de testes com transportadoras. A empresa também abriu uma subsidiária na Flórida (Estados Unidos) para prospectar o mercado norte-americano.
A LogiGo se apresenta como uma das poucas empresas brasileiras do setor que sobreviveram à concorrência internacional, combinando capacidade técnica e adaptação de software para disputar espaço com fornecedores globais.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6