A Lua passará próxima a Júpiter em uma conjunção astronômica na noite desta sexta-feira (27), com o momento de maior aproximação previsto para 3h24 (Brasília UTC-3). Apesar da aproximação, no instante exato da conjunção os dois astros estarão abaixo do horizonte e não poderão ser observados em grande parte do Brasil.
Segundo o guia de observação In-The-Sky.org, a distância mínima entre a Lua e Júpiter será de pouco mais de 3° quando ocorrer a conjunção às 3h24. Nessa configuração, ambos estarão localizados na constelação de Gêmeos. A luminosidade da Lua estará na magnitude aparente de -12,5, enquanto Júpiter terá magnitude de -2,5 — quanto menor o número, maior o brilho percebido no céu.
Em localidades como São Paulo, o par ficará visível ainda na noite anterior: o ponto de observação indicativo mostra que a Lua e Júpiter poderão ser vistos a partir das 18h45 de quinta-feira (26) até cerca de 1h15 da madrugada seguinte. Esse intervalo de visibilidade termina mais de duas horas antes do registro da conjunção central, mas já deixa os dois corpos celestes bastante próximos no firmamento.
Por que ocorre a conjunção
O trânsito aparente da Lua junto aos planetas faz parte de uma sequência mensal de encontros porque a órbita lunar está aproximadamente alinhada com o plano em que os planetas descrevem suas órbitas ao redor do Sol, chamado plano da eclíptica. Em março, a Lua seguirá esse padrão e promoverá outras passagens próximas a planetas: Mercúrio e Marte no dia 17, Vênus no dia 20 e Júpiter novamente no dia 26.
Embora a aproximação entre a Lua e Júpiter chame atenção por sua visibilidade e contraste de brilho, o momento exato da conjunção reportado às 3h24 ficará fora do alcance visual para muitos observadores devido à posição abaixo do horizonte. Observadores em diferentes latitudes terão janelas de visibilidade distintas, por isso é recomendável verificar mapas locais do céu para identificar a melhor hora e direção para observar o fenômeno.
Imagem: Divulgação
O encontro entre a Lua crescente e o gigante gasoso proporciona uma boa oportunidade para observadores amadores acompanharem a movimentação relativa dos corpos no céu noturno e para fotografias quando as condições locais de céu e horizonte forem favoráveis.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6