O presidente Lula (PT) afirmou nesta segunda-feira (20) que o Brasil deixou de aceitar um papel secundário e tem condições de assumir a liderança global na transição energética. A declaração foi feita na Alemanha, durante a abertura do pavilhão brasileiro na Feira Industrial de Hanôver (Hannover Messe 2026), considerada o maior evento de inovação e tecnologia industrial do mundo.

No discurso dirigido a autoridades e empresários dos dois países, o presidente defendeu uma nova postura do Brasil no cenário econômico internacional e afirmou que o país está pronto para disputar espaço no mercado global. Lula ressaltou a intenção de transformar a economia nacional e não ser mais enquadrado como uma nação pobre ou de menor relevância.

O presidente citou a capacidade tecnológica e industrial do país, citando empresas como Petrobras e Embraer como exemplos de competitividade no exterior. Segundo ele, o Brasil está apto a compartilhar tecnologia com a Europa e a América do Sul, além de ampliar parcerias com países africanos.

Lula também apontou a estratégia de colocar o país como protagonista da economia verde, defendendo que o Brasil possui condições para se tornar uma potência no fornecimento de combustíveis renováveis. Entre os argumentos utilizados, mencionou que cerca de 90% da matriz elétrica brasileira é renovável, vantagem frente a economias industrializadas.

O presidente destacou ainda o uso de biocombustíveis, como a mistura de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel, e propôs realizar comparações internacionais sobre as emissões dos combustíveis, com ênfase no transporte de cargas, para verificar qual alternativa produz menos CO₂.

Visita à feira

Após a cerimônia de abertura, Lula percorreu estandes de empresas brasileiras e acompanhou a apresentação de veículos movidos a biocombustíveis, incluindo caminhões abastecidos com biodiesel. Segundo o presidente, a presença brasileira na Hannover Messe vai além da mera exposição de produtos: o objetivo é ampliar a cooperação tecnológica com a Alemanha, aprender com a indústria mundial e demonstrar a capacidade nacional de inovação.

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O chefe do Executivo também defendeu o aprofundamento das relações bilaterais, apontando oportunidades para investimentos, intercâmbio científico e desenvolvimento conjunto de cadeias produtivas sustentáveis. Ele afirmou que a participação do Brasil no evento sinaliza busca por maior protagonismo econômico alinhado a compromissos ambientais.

O país é o parceiro oficial da feira após 46 anos e a edição de 2026 reúne mais de 300 empresas brasileiras, entre startups e expositores distribuídos em seis pavilhões.

Com informações de Jovempan