O McDonald’s acertou a compra dos naming rights do novo estádio do Chicago Fire Football Club, a primeira parceria da empresa envolvendo o nome de um grande estádio profissional nos Estados Unidos. A arena será batizada de McDonald’s Park e tem inauguração prevista para 2028.
Localizada no South Loop, às margens do rio Chicago e ao sul do centro financeiro, a área onde o estádio está sendo erguido fica próxima à sede global do McDonald’s e ao distrito financeiro da cidade. O projeto é financiado por Joe Mansueto, fundador da empresa de pesquisa de investimentos Morningstar e proprietário do clube, e substituirá o Soldier Field como casa do Chicago Fire na Major League Soccer (MLS).
O McDonald’s Park foi projetado como um equipamento multiuso, com capacidade para mais de 22 mil espectadores em partidas de futebol e até 31 mil em shows e eventos especiais. A programação prevista inclui jogos do Chicago Fire, concertos, eventos culturais, festivais, conferências e iniciativas comunitárias ao longo de todo o ano.
Diferente de um estádio tradicional, o empreendimento prevê integração direta com a marca McDonald’s: haverá um restaurante flagship dentro da arena e experiências gastronômicas e interativas ligadas à cadeia. A companhia também participará do desenho das vivências para os torcedores, com ativações de marca, elementos criativos e ações durante as partidas.
Segundo o McDonald’s, a iniciativa pretende ligar esporte, alimentação, cultura e comunidade. O CEO Chris Kempczinski afirmou que o objetivo é “construir um lugar que sirva alegria, gere impacto e seja projetado para futuras gerações”. A empresa não divulgou os termos financeiros do acordo.
O acordo também reforça a aposta do grupo no crescimento do futebol nos Estados Unidos e no engajamento com sua cidade de origem, em um momento em que Chicago enfrenta debates sobre segurança pública e queda de atratividade econômica após a saída de algumas empresas.
P.L.A.Y.S. e desenvolvimento urbano
No âmbito social, a parceria prevê expansão de iniciativas comunitárias. A partir de 2027, o McDonald’s será parceiro principal do programa P.L.A.Y.S. (Participate, Learn, Achieve, Youth, Soccer), voltado ao ensino de futebol em escolas públicas de Chicago. O programa deve crescer de 70 para cerca de 140 escolas até a abertura do estádio e pode alcançar mais de 280 escolas no longo prazo, com foco em comunidades de baixa renda.
Imagem: Divulgação
O estádio integrará uma área de desenvolvimento urbano com praças públicas e novos empreendimentos residenciais e comerciais, com o objetivo de impulsionar a economia local e criar um novo polo de atividades no South Loop. O The Wall Street Journal ressaltou que o contrato, válido até 2040, simboliza uma reaproximação do McDonald’s com sua cidade de origem após um período de tensões.
Nos últimos anos, a companhia manifestou preocupações sobre os rumos de Chicago. Em 2022, Kempczinski criticou a falta de liderança no enfrentamento da criminalidade, afirmando: “Há uma percepção geral de que nossa cidade está em crise”. No ano passado, a empresa se posicionou contra uma proposta de imposto empresarial apoiada pelo prefeito Brandon Johnson; em texto no Chicago Tribune, um executivo sênior escreveu que, embora Illinois faça parte da história da empresa, “no fim das contas, as corporações têm escolha sobre onde se estabelecer”. A proposta de imposto acabou rejeitada pelo conselho da cidade.
O histórico da rede também é lembrado: a primeira loja McDonald’s foi fundada em San Bernardino (Califórnia) e, sob a liderança de Ray Kroc, a empresa abriu uma unidade em um subúrbio de Chicago em 1955. A sede da companhia esteve na cidade entre 1955 e 1971, mudou-se para um subúrbio e retornou ao centro de Chicago em 2018.
Segundo o WSJ, valores de naming rights em estádios da MLS variam de dezenas de milhões a mais de US$ 100 milhões. O Chicago Fire buscava um parceiro de naming rights há cerca de seis meses, avaliando centenas de potenciais patrocinadores; o McDonald’s apareceu no topo da lista por sua presença local e valores compartilhados, disse Dave Baldwin, presidente de operações comerciais do clube.
Com informações de Investnews

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6