Trajetória de superação une trabalho em creche e formação docente

Quem: Keila Maria de Araújo Alves, originalmente contratada como merendeira.

O quê: Keila deixou a função de merendeira sem o ensino médio concluído, retomou os estudos, conseguiu certificação pelo Encceja, participou de cursos de formação de professores e cursou três anos de faculdade até obter a licenciatura para atuar na Educação Infantil.

Onde: A alimentação escolar que ela preparava era feita na cozinha de uma creche municipal do Rio de Janeiro, local onde também trabalhava sua filha.

Como: A trajetória da profissional envolveu a retomada formal da escolaridade, a aprovação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) e a participação em formação específica para docentes. Em seguida, Keila concluiu um curso superior de três anos, garantindo a habilitação necessária para lecionar na Educação Infantil.

Por quê: A sequência de passos — voltar a estudar, obter certificação e realizar formação superior — permitiu a transição de atividade dentro da mesma rede de ensino, conectando seu trabalho cotidiano na creche às novas funções pedagógicas que passou a desempenhar.

Merendeira do Rio que trabalhava na mesma creche da filha retomou estudos e conquistou licenciatura em Educação Infantil

Imagem: Divulgação

O percurso de Keila ilustra a convergência entre a rotina profissional em uma unidade municipal de educação e o avanço escolar e acadêmico que a levou da cozinha da creche ao quadro de docentes. Sem alterações nas funções familiares ou no vínculo com a rede de ensino, ela aproveitou oportunidades de qualificação para mudar sua atuação dentro do ambiente em que já trabalhava.

Ao final do processo, após aprovação no Encceja, participação em formação de professores e três anos de faculdade, Keila deixou o cargo inicial para exercer a licenciatura em Educação Infantil, voltando a atuar no âmbito educacional, agora com habilitação para o ensino.

Com informações de Clickpetroleoegas