A Movida anunciou desempenho financeiro mais forte em 2025, impulsionado por aumento de tarifas e maior ocupação da frota, ao mesmo tempo em que avançou no controle da alavancagem financeira. A empresa registrou crescimento de receita, melhora nas margens e redução da relação dívida/EBITDA após um período de preocupação do mercado com o endividamento.
No quarto trimestre de 2025, a locadora ligada à família Simões viu o número de diárias crescer mais de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto aplicou reajuste médio de 13,3% nas tarifas ano a ano. A diária média reportada foi de R$ 158. A companhia também informou que a receita média mensal por frota subiu 14,3% entre 2024 e 2025, para aproximadamente R$ 3 mil.
O avanço simultâneo em volume e preço impulsionou a receita e expandiu o resultado operacional. A companhia encerrou o trimestre com receita líquida de R$ 3,93 bilhões, alta de 12,7% em relação ao quarto trimestre de 2024. O Ebitda avançou 19,8%, alcançando R$ 1,49 bilhão, com margem de 40,7%, aumento de 2,5 pontos percentuais.
O lucro líquido do trimestre somou R$ 102,3 milhões, elevação de 64,5% na comparação anual. No acumulado dos 12 meses, o lucro foi de R$ 318,4 milhões, crescimento de 37,5% frente a 2024. Para o primeiro trimestre de 2026, a Movida divulgou um guidance estimando lucro líquido entre R$ 110 milhões e R$ 130 milhões, acima das projeções do mercado.
Espaço para novos reajustes
Segundo o CEO Gustavo Moscatelli, a alta nas tarifas e o aumento das locações refletem melhoria no serviço oferecido e maior disposição dos clientes a pagar por uma experiência superior. A empresa também investiu em ferramentas de precificação mais sofisticadas, que utilizam dados e modelos para ajustar preços conforme demanda, local, antecedência da reserva e duração da locação — estratégia similar à adotada por companhias aéreas e redes hoteleiras.
Alavancagem controlada
A Movida afirma ter reduzido sua alavancagem de 3,1 vezes o Ebitda para 2,6 vezes no intervalo de um ano, resultado atribuído à maior geração de caixa e ao controle de capex. A frota cresceu em 2,4% em 2025, chegando a 275 mil veículos. A companhia informa que direcionou parte da geração de caixa para reduzir o endividamento.
Imagem: Divulgação
Para 2026, as obrigações financeiras estão praticamente resolvidas após emissões realizadas no segundo semestre de 2025. A capitalização da controladora Simpar, em parceria com o BNDES, deve aportar até R$ 750 milhões na Movida — R$ 375 milhões de cada — como parte de uma operação maior de até R$ 3,35 bilhões envolvendo a holding e subsidiárias. O recurso será usado principalmente para reorganização e alongamento do passivo.
Apesar da melhora operacional, as despesas financeiras cresceram 22,3% no ano, totalizando R$ 3,2 bilhões. A Movida encerrou 2025 com dívida líquida de R$ 15,5 bilhões, aumento de 5,5% na comparação anual, enquanto a dívida bruta somou R$ 18,1 bilhões, queda de 5% em relação a 2024.
Com informações de Investnews

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6