OceanPact e CBO firmaram um acordo para juntar suas operações de apoio marítimo, formando uma companhia com 73 embarcações, receita anual superior a R$ 4 bilhões e backlog de R$ 14 bilhões. A fusão resultará na segunda maior frota do país, atrás apenas da americana Edison Chouest, que opera 78 embarcações no Brasil.
A transação foi estruturada como uma troca de ações. Com a operação, os acionistas da CBO terão cerca de 57% do capital da nova empresa, enquanto os atuais acionistas da OceanPact deterão aproximadamente 43%. A OceanPact é a única das duas listada em bolsa, com valor de mercado de R$ 1,9 bilhão; considerando a combinação, a companhia resultante deve alcançar valor aproximado de R$ 4,4 bilhões.
A composição acionária prevista inclui Vinci Compass com 21,8%, fundos de infraestrutura geridos pelo Patria com 21,8%, Flavio Andrade com 13,0%, BNDESPar com 10,9%, executivos da OceanPact com 3,8% e o restante, 28,7%, negociado em mercado.
Os grupos justificam a movimentação pela busca de maior escala e eficiência. Os quatro pilares apontados são: aumento da geração de caixa e potencial de dividendos; ampliação da capacidade operacional com mais ativos; captura de sinergias por integração comercial e operacional; e complementaridade de frota, que permite otimizar alocação, reduzir idade média das embarcações e diversificar a base de clientes.
Contexto competitivo
O anúncio ocorre em um momento de intensificação da concorrência no mercado brasileiro de apoio marítimo. Na segunda-feira, 23 de fevereiro, a americana Tidewater adquiriu 20 embarcações da Wilson Sons e passou a operar no país, elevando a pressão competitiva em um setor onde o tamanho da frota e a capacidade de atender contratos maiores são determinantes.
A OceanPact tem expandido atuação além do apoio marítimo tradicional, com ênfase em serviços ligados ao ciclo de vida de plataformas, como descomissionamento, e parte da frota da CBO poderá ser destinada a fortalecer essa vertical. As duas empresas trazem portfólios complementares, desde embarcações de carga geral — usadas para transporte de insumos e equipamentos — até navios de ancoragem (AHTS), empregados em operações de posicionamento de plataformas em águas profundas.
Imagem: Divulgação
A gestão da companhia combinada ficará a cargo de Flavio Andrade como CEO e Eduardo de Toledo como CFO. Marcos Tinti, atual CEO do Grupo CBO, assumirá a vice-presidência de Navegação, e Haroldo Solberg será vice-presidente com a responsabilidade pela integração.
O conselho será composto por sete membros: três independentes, três indicados por Vinci Compass, Patria e Flavio Andrade e um indicado pela BNDESPar. Um dos independentes, Luís Araujo, presidirá o colegiado.
Financeiramente, a OceanPact registra alavancagem de 1,7 vez hoje, e a combinação das operações deve resultar em uma relação dívida líquida/Ebitda de 2,6 vezes. O fechamento da transação depende de aprovação do Cade e do cumprimento de condições precedentes usuais, incluindo deliberações em assembleias e anuência de credores.
Com informações de Investnews

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6