Consumidores que quitam somente o valor mínimo indicado na fatura do cartão de crédito evitam a inadimplência imediata, mas assumem o risco de ver a dívida crescer com rapidez. Especialistas da Cresol alertam que essa prática pode levar ao chamado crédito rotativo, com acréscimos de juros e tributos que tornam o custo da dívida muito elevado.
O que é o pagamento mínimo
O pagamento mínimo é o montante definido pela instituição financeira para que o cliente não seja considerado em atraso. Na prática, costuma corresponder a uma porcentagem da fatura — historicamente em torno de 15% do total, embora o valor possa variar segundo contrato e perfil do cliente. Ao pagar esse mínimo, o consumidor sinaliza a intenção de quitar parte da dívida e evita o bloqueio do cartão e a inclusão em cadastros de proteção ao crédito.
Consequências de pagar só o mínimo
O saldo não quitado é refinanciado e passa a incidir juros, além de IOF e, eventualmente, multas por atraso. O crédito rotativo é uma das modalidades com as taxas mais altas no mercado brasileiro, podendo superar 10% ao mês em alguns casos. Por exemplo, se uma fatura de R$ 1.000,00 for quitada apenas em R$ 150,00, os R$ 850,00 remanescentes aparecem na próxima cobrança acrescidos de encargos, o que pode ocasionar o efeito conhecido como “bola de neve”.
Regra dos 30 dias
Desde 2017, o Banco Central do Brasil (BCB) determina que as instituições financeiras não podem manter um cliente no crédito rotativo por mais de 30 dias. Quando essa janela termina, a instituição deve oferecer uma linha de crédito parcelada com custo menor, visando impedir o acúmulo indefinido de juros compostos do rotativo.
Por que os juros do cartão são altos
A principal razão é a ausência de garantias nos empréstimos concedidos por meio do cartão: o crédito é feito com base na confiança do emissor, o que aumenta o risco de inadimplência. Para compensar esse risco, as taxas aplicadas são mais elevadas do que em operações com garantias, como financiamentos imobiliários ou de veículos.
Alternativas ao pagamento mínimo
Quando não é possível quitar a fatura integral, há opções menos onerosas que o crédito rotativo:
Imagem: Divulgação
- Parcelamento da fatura: costuma ter juros menores e parcelas fixas, oferecendo previsibilidade do desembolso mensal;
- Substituição da dívida: contratar um empréstimo com juros mais baixos (por exemplo, crédito pessoal ou consignado com taxas na faixa de 2% a 3% ao mês) para liquidar o cartão e pagar uma parcela única menor;
- Uso da reserva de emergência: sacar recursos de um fundo de emergência, quando disponível, pode ser financeiramente vantajoso porque evita os juros altos do cartão.
Como se organizar para evitar pagar só o mínimo
Medidas preventivas recomendadas incluem adotar a regra 50-30-20 (50% da renda para despesas essenciais, 30% para desejos e 20% para poupança), anotar todos os gastos em aplicativos ou planilhas, revisar o limite do cartão para reduzir tentação de consumo e ficar atento ao acúmulo de pequenas parcelas que somam valores significativos.
O papel do cooperativismo
A Cresol destaca que, por operar em modelo cooperativo, oferece atendimento personalizado, distribuição de resultados aos cooperados e práticas de taxas mais justas. Segundo a instituição, esse modelo favorece soluções de crédito mais alinhadas ao perfil e à capacidade de pagamento dos associados.
A compreensão de que o pagamento mínimo é um recurso emergencial, e não uma solução rotineira, é apontada como passo inicial para manter a saúde financeira e evitar que encargos comprometam o orçamento.
Com informações de Blog.cresol

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6