O ator Brendan Fraser, de 57 anos, afirmou que “o silêncio numa carreira pode ser ensurdecedor” em entrevista à revista AARP publicada no mês passado. Vencedor do primeiro Oscar da carreira por seu papel em A Baleia, Fraser relatou à publicação sua caminhada profissional, episódios de saúde mental e a retomada da visibilidade em Hollywood.
Quem e o que
Fraser, cujo reconhecimento em filmes como O Homem de Encino, George, o Rei da Selva e A Múmia marcou 35 anos de carreira, disse à AARP que antes de A Baleia sentia ter “tudo a provar”, e que o prêmio representou uma “nova chance criativa”, agradecendo ao diretor Darren Aronofsky em seu discurso de Oscar.
Quando, onde e contexto
Na conversa com a AARP, cujo CEO Myechia Minter-Jordan ressaltou que o segmento de pessoas com 50 anos ou mais é o que cresce mais rápido no mundo, Fraser detalhou tanto os pontos altos quanto os contratempos da meia-idade e as dificuldades enfrentadas ao longo das últimas décadas.
Como foi a trajetória
O ator recordou que seu primeiro trabalho pago foi como mascote de uma empresa de depósitos em Seattle, com remuneração de 14 dólares por hora, e descreveu a transição de papéis menores — como “Marinheiro Número Um” — até se tornar protagonista de sucessos de bilheteria. Fraser também falou sobre um episódio de 2003, quando alega ter sido assediado pelo presidente da Associação de Imprensa Estrangeira, e sobre a depressão que enfrentou depois desse evento.
Por que buscar ajuda e perseverar
Sobre saúde mental, ele afirmou: “Aprendi a me autoavaliar e reavaliar constantemente o que é importante. E você também precisa pedir ajuda quando precisa. No início, eu não sabia que podia pedir ajuda. Eu só via o estigma. Tinha medo de dizer: ‘Preciso de ajuda’.” Fraser descreveu ainda um longo período de menor destaque na década de 2010, quando, apesar de não ter deixado de trabalhar, não se conectava com o público como antes.
Ele falou também de perseverança e humildade: “Por muito tempo, senti que havia decepcionado as pessoas porque não havia correspondido às suas expectativas. Mas ainda estou aqui, sabe? É isso que eu faço.” A reportagem cita pesquisas da Harvard Health sobre benefícios da gratidão para a saúde e bem-estar.
Imagem: ohn Phillips e tierovia Getty Images
Apoio no trabalho e práticas de cuidado
Fraser defendeu a importância de procurar ajuda e mencionou práticas que o ajudam no dia a dia, como terapia, contato com amigos, exercícios e um café da manhã. A reportagem também referencia um estudo de 2024 da Anderson School of Management da Universidade do Novo México, publicado no The Journal of Social Psychology, que aponta como o recebimento de ajuda no ambiente de trabalho pode reduzir exaustão, com comentário da professora associada Andrea Hetrick sobre a importância de cultivar relacionamentos profissionais.
Resiliência e projetos recentes
O ator aparece no filme Rental Family (2025), em que interpreta um americano que trabalha como dublê de desconhecidos para uma agência de talentos japonesa. Fraser descreve sua carreira como marcada pela resiliência diante de períodos de seca criativa e desafios de saúde mental em uma indústria competitiva e etarista.
Fraser concluiu relatando que pequenas rotinas e apoio terapêutico têm sido fundamentais para lidar com os sentimentos difíceis e manter a continuidade do trabalho.
Com informações de Fastcompanybrasil

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6