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Depois de sete anos consecutivos de domínio absoluto do sertanejo, uma canção de pagode assumiu a liderança entre as faixas mais reproduzidas no país. É o que revela o levantamento anual da Pro-Música Brasil, associação que representa gravadoras e produtoras fonográficas, divulgado nesta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, com base nos dados de consumo de 2025.
Pela primeira vez desde 2018, o topo do ranking não pertence ao sertanejo. A honra coube a “P do pecado”, do Grupo Menos é Mais, que conta com participação especial de Simone Mendes. A faixa conquistou o maior número de execuções nas plataformas de streaming avaliadas e fez história ao recolocar o pagode na posição de destaque.
Pódio mantém presença sertaneja
Embora tenha perdido o primeiro lugar, o sertanejo segue forte no gosto popular. A segunda colocação ficou com “Tubarões”, da dupla Diego & Victor Hugo. Em terceiro surge novamente o Menos é Mais, desta vez com “Coração partido” (“Corazón partío”), completando o pódio e garantindo dois lugares entre as três mais tocadas.
Diversidade de gêneros no Top 10
O restante das dez canções mais escutadas reflete uma mistura de estilos. Três delas pertencem ao segmento denominado música urbana, que engloba trap e funk; outras três são sertanejas; e uma envolve forró. Esse pluralismo confirma a tendência de audiência cada vez menos concentrada em um único gênero.
Quem mais emplacou faixas
Ao analisar todo o Top 50, dois nomes despontam como recordistas de aparições. O Grupo Menos é Mais e a dupla Henrique & Juliano emplacaram cinco músicas cada um. Logo na sequência aparece Simone Mendes, presente quatro vezes na lista.
Predominância nacional
Dos cinquenta títulos mais ouvidos, 47 são de artistas brasileiros, evidenciando a força da produção nacional junto ao público. Apenas três faixas internacionais conseguiram entrar no recorte anual:
• “Die with a smile”, colaboração entre Lady Gaga e Bruno Mars, alcançou a 14ª posição;
• “Ordinary”, de Alex Warren, aparece no 47º lugar;
• “Lose control”, de Teddy Swims, figura na 48ª colocação.
Metodologia do estudo
Os dados foram coletados e consolidados pela BMAT, empresa de monitoramento de música digital contratada pela Pro-Música. A pesquisa considerou o volume de plays registrados em todas as principais plataformas de streaming com operação no Brasil: Spotify, YouTube, Deezer, Apple Music, Amazon Music e Napster. A compilação inclui reproduções em contas gratuitas e pagas, assegurando um panorama abrangente do consumo de música no país ao longo de 2025.
Segundo a Pro-Música, o objetivo do estudo é mensurar de forma transparente o comportamento de escuta do público brasileiro e oferecer subsídios ao mercado fonográfico para a tomada de decisões estratégicas nas áreas de lançamento, marketing e distribuição.
Com a quebra de uma sequência que já durava sete temporadas, o pagode volta a ocupar papel central nas playlists nacionais e confirma a capacidade de renovação do cenário musical brasileiro. Resta saber se a próxima edição do levantamento consolidará essa mudança ou se o sertanejo retomará o trono no ranking de 2026.

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6