O Pentágono assinou acordos com quatro empresas de tecnologia para ampliar o emprego de ferramentas avançadas de inteligência artificial em redes militares classificadas, informou o Departamento de Defesa dos EUA, além de confirmar o acordo por meio de dois funcionários da pasta que falaram sob condição de anonimato.

Segundo o comunicado oficial, Nvidia Corp., Microsoft Corp., Reflection AI Inc. e Amazon Web Services (AWS) firmaram contratos para “uso operacional legítimo” dos recursos de IA em ambientes secretos. Essas empresas se juntam a uma lista crescente de fornecedores que já tinham acordos semelhantes com o Departamento de Defesa, entre eles SpaceX, OpenAI e Google.

O pronunciamento do Pentágono afirma que os novos acordos “aceleram a transformação rumo ao estabelecimento das Forças Armadas dos Estados Unidos como uma força de combate com foco em IA”, referindo-se ao conjunto de seis empresas agora confirmadas. A nota também marca a primeira confirmação oficial do acordo com o Google, noticiado anteriormente.

Um porta-voz da AWS, Tim Barrett, declarou que a empresa mantém há mais de uma década o compromisso de apoiar as Forças Armadas e anunciou a continuidade do suporte à modernização do Departamento de Defesa por meio do desenvolvimento de soluções de IA. A Microsoft optou por não comentar, e representantes da Nvidia e da Reflection não responderam imediatamente aos pedidos por declarações.

Fontes do Pentágono disseram que as negociações com a AWS foram concluídas até tarde na quinta-feira. A iniciativa de formar uma coalizão mais ampla de fornecedores surge em meio à busca do Departamento de Defesa por alternativas ao uso da ferramenta Claude, da Anthropic PBC, após um rompimento entre a Anthropic e altos funcionários de defesa sobre limitações impostas pela empresa ao emprego militar da IA.

O Pentágono, conforme relato de funcionários, recusou-se a aceitar restrições da Anthropic que limitavam o emprego da IA em operações sigilosas e estabeleceu um prazo de seis meses para substituir o Claude, que tem sido empregado em operações americanas no Irã. A disputa segue agora em litígio.

Em audiência no Congresso, o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, criticou o líder da Anthropic como “um lunático ideológico” e defendeu o uso de IA pelo departamento, afirmando: “Seguimos a lei e os humanos tomam decisões. A IA não está tomando decisões letais.”

Desde o atrito com a Anthropic, o Pentágono intensificou esforços para obter termos mais amplos de uso de IA de outras empresas e reduzir a dependência de um único fornecedor, segundo um dos oficiais informados sobre as negociações. Cameron Stanley, diretor de IA e tecnologia digital do Pentágono, afirmou que a incorporação dessas ferramentas vai apoiar “equipes humano-máquina” capazes de processar grandes volumes de dados.

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Embora a OpenAI tenha assinado um acordo no início do ano para ampliar o uso de seus modelos em redes classificadas, um porta-voz da empresa informou que as ferramentas ainda não foram implantadas em redes de defesa classificadas e que a implementação está em andamento.

Críticos e grupos de campanha alertam para os riscos de confiar em sistemas de IA imprevisíveis em decisões críticas, citando potenciais erros e viés de automação. O Pentágono descreve os modelos como ferramentas digitais para acelerar o processamento de dados, aprimorar a compreensão em ambientes complexos e permitir decisões mais rápidas.

O Claude tem sido utilizado no Maven Smart System, plataforma que apoia direcionamento e operações em campo durante ações no Irã. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) afirmou empregar diversas ferramentas de IA para acelerar processos operacionais.

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Com informações de Infomoney