Inteligência artificial e o cenário de juros elevados aparecem em pé de igualdade como os dois fatores que mais influenciam as decisões de alocação de capital entre grandes gestoras globais, segundo a 1ª Pesquisa Investimentos Temáticos Globais da XP Investimentos. O levantamento ouviu 37 gestoras, entre brasileiras e internacionais, que juntas gerenciam mais de US$ 5,5 trilhões em ativos.
De acordo com a pesquisa, 38% das instituições apontaram os juros altos por um período prolongado como a principal variável macroeconômica que orienta suas estratégias. O mesmo percentual indicou que a aceleração dos investimentos em inteligência artificial e em infraestrutura digital é o tema que mais vai afetar as decisões de longo prazo. A fragmentação geopolítica surge em terceiro lugar, citada por 16% dos participantes.
As gestoras consultadas veem a IA deixando o papel restrito ao setor de tecnologia para passar a influenciar a economia de forma mais ampla. Entre os impactos mencionados estão mudanças na produtividade, nos investimentos empresariais, no consumo de energia, na pressão inflacionária e, por consequência, na trajetória das taxas de juros.
Apesar do crescimento expressivo de aportes no setor de IA, a maioria das casas não enxerga sinais de bolha. Para 51% das gestoras, o ciclo de desenvolvimento da inteligência artificial encontra-se em fase de maturação; 32% consideram que o movimento ainda está no início; e 14% entendem que os preços das empresas ligadas ao tema já ultrapassaram seus fundamentos.
Quanto às oportunidades de investimento, a preferência concentra-se na infraestrutura que sustenta a nova economia digital. Chips e hardware lideram as escolhas, mencionados por 59% dos entrevistados. Em seguida aparecem data centers, infraestrutura física e o fornecimento de energia, citados por 51%. As redes de transmissão e distribuição de energia também ganham relevância diante do aumento da demanda dos centros de processamento de dados.
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O estudo destaca ainda espaço para o Brasil nesse cenário de transformação. A concentração global da produção de minerais críticos e de cadeias estratégicas coloca o país como alternativa para diversificação de oferta. Entre os entrevistados, 83% identificam potencial competitivo do Brasil em minerais críticos. Energia, agronegócio e recursos naturais são apontados entre as principais vantagens da América Latina no cenário internacional.
A pesquisa foi realizada pela XP Investimentos com 37 gestoras brasileiras e internacionais e reúne percepções sobre temas que devem guiar alocações nos próximos anos.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6