Equatorial é a única a apresentar proposta pela Copasa após recuo de grupo liderado pela Aegea
Oferta por até 40% acelera movimento de privatização em Minas e muda panorama do saneamento
O leilão pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) avançou com apenas um proponente: a Equatorial Energia. Um consórcio que incluía a Aegea decidiu não disputar a oportunidade, segundo pessoas próximas ao processo. A ausência de concorrência concentra agora todas as atenções na oferta da Equatorial e na etapa que vem a seguir.
Detalhes da proposta e desenho da operação
O negócio é um dos maiores em curso no país neste ano. A operação inclui, além da venda inicial, uma oferta secundária que reduzirá gradualmente o controle estatal sobre a concessionária. Copasa e Equatorial não comentaram oficialmente a negociação até o fechamento desta reportagem.
Quem ficou fora e por quê importa
O grupo que se retirou contava com nomes relevantes do setor e do mercado financeiro: Aegea, Itaúsa, o fundo soberano de Singapura GIC e a Equipav Saneamento. A desistência surpreende pelo peso dos parceiros e altera a dinâmica competitiva esperada para a transação.
O recuo também interrompeu um potencial movimento conjunto entre Equatorial e Sabesp — que chegou a ser ensaiado antes de a Sabesp recuar, segundo relatos anteriores. Para a Equatorial, a eventual compra da Copasa amplia a presença já iniciada com o investimento na Sabesp em 2024.
Resposta do mercado e efeitos imediatos
No pregão, as ações da Copasa reagiram com alta de cerca de 13%, enquanto os papéis da Equatorial tiveram leve valorização, na casa de 1,9%. O movimento reflete a leitura de que a operação avançará com rapidez, ainda que sem disputa direta entre ofertantes.
Imagem: Estação de tratamento da Copasa
Para Minas Gerais, a transação representa um passo significativo rumo à redução da participação direta do Estado no saneamento. Para o setor, reforça a concentração de grandes operadores privados em ativos regionais estratégicos — com impacto em planos de investimento, tarifas e governança.
Próximos capítulos
Com a proposta única em mãos, os próximos passos incluem a formalização da oferta e a preparação da oferta pública que poderá ampliar a participação da Equatorial. O desfecho definirá não apenas o futuro acionário da Copasa, mas também o ritmo da agenda de privatizações no segmento de água e saneamento.
Resta acompanhar as comunicações oficiais das empresas e os documentos do processo, que vão detalhar cronograma, preço final e condições da operação — pontos decisivos para investidores, consumidores e autoridades em Minas Gerais.

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6