Planejar as finanças é essencial para garantir qualidade de vida na velhice, quando despesas com saúde e cuidados tendem a aumentar e a renda pode cair, especialmente sem previsão financeira. Especialistas ouvidos destacam que organizar recursos cedo facilita estabilidade e autonomia no futuro.

Alexandre Malho, superintendente executivo da Icatu Seguros, afirma que o planejamento financeiro está ligado à preservação do presente e ao cuidado com o futuro, trazendo tranquilidade e reduzindo impactos negativos sobre a saúde física e mental. Janaina Gimael, educadora financeira do Instituto de Longevidade MAG, aponta que o primeiro passo é entender a situação financeira atual, mapeando gastos fixos e variáveis.

Por que começar agora

Segundo os especialistas, quanto mais cedo se inicia a organização das finanças, maior o benefício dos juros compostos sobre o montante acumulado. Malho lembra que é possível começar em idades diversas — 30, 50 ou 70 anos — e que o mais importante é dar o primeiro passo. Gimael reforça que registrar receitas e despesas ajuda a identificar pequenos gastos recorrentes que, somados, podem comprometer o orçamento.

Doze orientações práticas

Com base nas recomendações dos especialistas, seguem orientações para quem busca segurança financeira ao envelhecer:

1. Simplifique a vida financeira: mantenha no máximo duas contas bancárias e use débitos automáticos para evitar atraso nos pagamentos.

2. Registre gastos e planeje metas: anote rendimentos e despesas, incluindo contas básicas como luz, água e plano de saúde; faça esse levantamento periodicamente.

3. Crie reserva de emergência: poupar regularmente, mesmo valores pequenos, garante proteção em momentos de vulnerabilidade.

4. Considere previdência complementar (PGBL ou VGBL): aportes mensais podem formar uma reserva relevante ao longo do tempo por meio da capitalização.

5. Contrate seguro de vida: coberturas podem incluir casos de morte, invalidez, internações e assistência funeral.

6. Use crédito com cautela: evite tratar o cartão de crédito como renda extra e ajuste limites ao orçamento disponível.

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7. Avalie empréstimo consignado com cuidado: apesar de ser uma alternativa eventual, o desconto direto na aposentadoria reduz a renda por longos períodos.

8. Conheça direitos e benefícios 60+: isenções e descontos previstos em lei podem representar economia relevante.

9. Planeje sucessão patrimonial: considere aportes maiores em planos para deixar recursos a beneficiários indicados.

10. Cultive diálogo sobre finanças: conversar com familiares ou pessoas de confiança auxilia em decisões mais seguras.

11. Evite golpes e decisões impulsivas: não assine documentos nem faça transferências sem consultar alguém fora da situação para ter uma segunda opinião.

12. Comece em qualquer idade visando qualidade de vida: iniciar previdência ou seguro é recomendável em qualquer fase da vida.

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Com informações de Infomoney