A Steam Machine da Valve apresenta um projeto totalmente personalizado, com componentes que não equivalem a placas-mãe e chips vendidos no varejo, o que torna o mini PC singular e dificulta intervenções dos usuários, especialmente a instalação de um segundo módulo de memória RAM.

Donos do aparelho têm relatado dificuldades para acrescentar um pente de RAM — o equipamento é vendido com apenas um módulo instalado — e reclamam do nível de habilidade necessário para realizar o procedimento. Em discussões nas redes sociais e em relatos publicados, surgiu questionamento sobre por que a Valve deixou a memória exatamente na posição em que está; engenheiros da empresa teriam explicado que a escolha foi feita para preservar a integridade do sinal da memória, que poderia ser comprometida caso a posição fosse alterada.

Localização da RAM e complexidade da desmontagem

Guias de desmontagem do console mostram que o processo inicial envolve retirar os parafusos da carcaça e remover o chassi, expondo a estrutura interna, onde se destaca um grande cooler posicionado acima da placa-mãe e dos chips. Acessar o SSD para um upgrade é descrito como relativamente simples: basta abrir a carcaça e retirar o bloco de hardware.

Para quem não tem experiência em montagem e manutenção de computadores, esse procedimento representa um desafio considerável — especialmente quando o objetivo é inserir um segundo módulo para ativar o dual channel, configuração relevante para desempenho em jogos. Além da dificuldade de acessar a memória, a remontagem de todos os componentes desmontados é outro ponto crítico, exigindo cuidado para que o aparelho funcione corretamente depois.

O design compacto do Steam Machine demanda uma solução térmica robusta; por isso o cooler ocupa grande parte do espaço interno e o layout do hardware foi pensado em função da refrigeração. Engenheiros da Valve chegaram a afirmar que acomodar todos os componentes de maneira a manter a temperatura sob controle foi o maior desafio do projeto.

Imagem: Aftermath/Reprodução

As limitações impostas pelo formato e pela engenharia do dispositivo explicam por que a simples troca ou adição de memória se transforma em uma tarefa trabalhosa e de risco para usuários sem prática.





Com informações de Canaltech