Profissionais com boas ideias frequentemente deixam de expressar opiniões no ambiente de trabalho por intimidação diante de figuras percebidas como mais poderosas. A experiência pessoal de uma ex-líder de marketing de produto em um banco regional corporativo ilustra esse comportamento: durante uma longa reunião estratégica, ela sentiu-se inibida e concluiu que colegas — especialmente mulheres — não se manifestavam porque acreditavam que outros, em cargos superiores, sabiam mais.
O fenômeno é conhecido na psicologia como viés da autoridade, que leva pessoas a aceitar sem questionamento as orientações de quem ocupa posições de destaque. Essa dinâmica pode gerar consequências graves: o texto cita os casos da Theranos e da Uber, em que a idealização de fundadores como Elizabeth Holmes e Travis Kalanick facilitou comportamentos antiéticos e decisões problemáticas. Outro exemplo apresentado é a campanha de outdoor da Match, cuja mensagem sobre “imperfeições” causou ofensa e teria sido evitada se houvesse feedback crítico anterior.
Por que isso acontece
Segundo o relato, colocar líderes em um pedestal faz com que membros da equipe deixem de avaliar decisões e parem de oferecer contrapontos. Em um caso profissional citado, a diretora executiva Melinda ignorou sua intuição e acatou a escolha do CEO para liderar vendas; um ano depois, após metas perdidas e reclamações, ela reconheceu que seu julgamento inicial estava correto.
Como líderes podem reduzir o problema
O texto propõe medidas práticas para reverter o silêncio de profissionais competentes e fomentar um ambiente onde ideias são compartilhadas:
1. Reconectar-se com a curiosidade
Em vez de responder diretamente às perguntas, líderes podem responder com perguntas de acompanhamento — por exemplo, “Qual tem sido sua abordagem?” ou “Quais opções você considera?” — para trazer à tona percepções internas da equipe e estimular participação.
2. Não ser o especialista: facilitar a expertise
Uma diretora de marketing chamada Kara percebeu que sua equipe a colocava em um pedestal e passou a incentivar vozes mais tímidas antes das reuniões, revezar a liderança das pautas e aceitar silêncios reflexivos. Em poucas semanas, surgiram novas contribuições e sua carga de trabalho diminuiu.
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3. Equilibrar a conexão com os outros
A autora relata um erro em que presumiu que novos membros de equipes adquiridas se adaptariam automaticamente aos processos existentes. Ao visitar as operações desses times, descobriu métodos mais eficientes. A lição foi que líderes precisam se aproximar da rotina de suas equipes para estabelecer igualdade e abrir espaço para feedback.
4. Conectar os outros ao futuro
Um CEO citado via a equipe como cocriadora do futuro e admitia não saber exatamente o caminho para alcançá-lo, convidando contribuições. Líderes que detalham demais o “como” podem desencorajar participação; ao focar no “o quê” e envolver a equipe na construção das soluções, abrem espaço para inovação.
Em síntese, o texto defende que, para evitar produtos e políticas estagnadas e culturas burocráticas, cabe aos líderes desmontar o pedestal e promover relações mais igualitárias que permitam que novas vozes sejam vistas, ouvidas e consideradas.
Com informações de Fastcompanybrasil

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6