Durante brincadeiras em casa, alguns cães exibem os dentes ao sorrir, um comportamento que, ao contrário do que muitos temem, costuma indicar confiança e ausência de agressão. Especialistas e estudos sobre comunicação canina apontam que essa expressão faz parte do repertório social do animal e serve para reduzir conflitos com quem interage com ele.

O que é o chamado “sorriso submisso” e como ele se manifesta

Segundo um estudo do American Kennel Club, o cachorro retrai os lábios de forma a deixar à mostra os dentes incisivos da frente. Esse movimento não tem a rigidez típica de uma ameaça: a musculatura facial fica relaxada, o corpo tende a se apresentar solto e o animal pode acompanhar a expressão com orelhas levemente baixas e um balanço de cauda acelerado, sinais de submissão alegre.

Como diferenciar sorriso submisso de sinal agressivo

A distinção principal está na tensão facial e na postura do tronco. No sorriso submisso a face parece “mole” e o cão geralmente permanece silencioso ou apenas ofega de brincadeira; em situações de agressividade há contração dos lábios, o nariz pode franzir e o som é um rosnado grave, com dentes expostos de forma ameaçadora.

Outros indicadores usados para identificar as intenções do animal incluem olhos semicerrados, que sugerem relaxamento; movimentos corporais em “C”, para evidenciar não agressividade; deslocamentos fluidos e saltitantes; e comportamentos de autossossego, como lamber o ar ou as patas.

Por que alguns cães exibem esse comportamento com mais frequência

Fatores genéticos e a socialização precoce influenciam se um cão passará a usar esse recurso comunicativo. Raças como Golden Retrievers e Greyhounds tendem a manifestar expressões faciais mais elaboradas em interação com humanos. Além disso, o reforço positivo acidental — quando o animal recebe atenção imediata após “sorrir” — facilita a fixação do hábito. Cães que não desenvolveram esse gesto podem recorrer a outras formas de aproximação, como lamber ou encostar o focinho.

Imagem: Divulgação

Como o tutor deve reagir

A recomendação é responder com carinho contido, voz calma e brincadeiras adequadas, validando o gesto de confiança do pet. Evitar movimentos bruscos e repreensões é essencial: punir uma demonstração amigável pode confundir o animal e, a longo prazo, favorecer ansiedade ou comportamentos defensivos.

O reconhecimento correto desses sinais ajuda a fortalecer a relação entre tutor e cão e a manter a interação segura e positiva para ambos.

Com informações de Olhardigital